Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/09/2020

Em 2017, a Organização Mundial da Saúde criou uma campanha chamada de “Depressão: vamos falar?”, em que a meta era combater o aumento de doenças relacionadas à saúde mental, como depressão, ansiedade, entre outras. Todavia, nos dias atuais, nota-se que há uma expansão dessas patologias, e evidencia-se que a falta de acesso rápido a tratamentos adequados e a centros especializados são fatores que contribuem para esse panorama.

É fundamental pontuar, de início, que o surgimento da internet, bem como o uso excessivo das redes sociais são causas agravantes dos problemas relacionados à saúde mental, baixa autoestima e bullying. Nesse sentido, um estudo publicado pela Revista Lancet revelou que, entre os adolescentes que passam mais de cinco horas por dia nas redes sociais, o percentual de sintomas de depressão cresce 50% para meninas e 35% para meninos. Dessa forma, é inadmissível que tais fatores continuem contribuindo na formação de um obstáculo social com dimensões cada vez maiores.

Além disso, deve-se ressaltar que o cuidado da saúde mental é um dever da União exposto no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Dessa forma, é necessário apontar que sem a sustentação de essa norma, existe uma desintegração de todo metabolismo corporal, pois a mentalidade saudável garante um complexo bem-estar, não apenas psicologicamente, mas fisicamente. Para tanto, são imprescindíveis ações capazes de solucionar a problemática abordada.

Em suma, é possível dizer que o estado da vitalidade cognitiva das pessoas no Brasil é preocupante na medida em que os adventos da Modernidade o afetaram. Dessa forma, é preciso que o Estado tome providências em relação ao quadro atual. Para que os efeitos nocivos das grandes mudanças provocadas pela modernidade atenuem e os números de diagnósticos alarmantes sobre o bem-estar mental diminuam, é essencial que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da vida pública, fiscalize as condições dos locais de ofício e o estado dos colaboradores. Isso deve ser feito por meio de licitações com empresas que contratam médicos do trabalho.