Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 28/10/2020
O debate sobre saúde mental no Brasil, atualmente, é um assunto bem recorrente entre a população, visto que, segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde - o pais domina o ranking dos mais ansiosos do mundo, onde 9,3% - dados de 2019- dos indivíduos possuem o transtorno. Diante dos dados citados, é evidente que isso precisa ser freado, visto que a adversidade vem evoluindo diariamente. Desse modo, é relevante uma análise acerca dos aspectos que corroboram com essa problemática como o Sistema Único de Saúde e a desvalorização dos profissionais da área.
Dentro desse aspecto, vale ressaltar que o Brasil é um pais em desenvolvimento, onde grande parte da população vive em condição de pobreza, em que diariamente lutam para conseguir se alimentar e sobreviver, ou seja, não possuem as mínimas condições para arcar com os custos de saúde, dentre elas, a mental. Hodiernamente, no pais o SUS, ainda é bastante falho e não possui muitos recursos nesse meio. Nesse contexto, a saúde brasileira cai em contradição com o artigo 196 da Constituição Federal, no qual garante a todos o direito a saúde e em acordo com Gilberto Dimenstein, em sua obra Cidadão de papel, tal qual o autor aborda os direitos garantidos constitucionalmente e que não são colocados em pratica.
Outrossim, é notório que uma das problemáticas existentes sobre a saúde mental vem desde tempos mais antigos onde as pessoas que precisavam de tratamentos psicológicos eram consideradas loucas e em muitos casos levadas à manicômios. É importante destacar que, em tempos líquidos como os vivenciados hoje - termo criado pelo filosofo e sociólogo Bauman pela representação atual da sociedade contemporânea, onde se normatizam os problemas - é necessária maior consideração a cultura do auto cuidado, pois um problema simples pode ser barrado antes que evolua para algo mais grave como, depressão, as diversas síndromes e transtornos e até mesmo evitar o suicídio.
A partir desse quadro alarmante, é mister que medidas concretas para redução desse contratempo sejam planejadas e realizadas pelo Poder Executivo em todas as suas instâncias no Brasil. Sendo assim, realizadas campanhas regulares por meio de panfletos e de palestras, executadas por especialistas da área para alertar os cidadãos, encabeçadas pela Secretaria da Saúde de cada município, seria uma medida a médio e curto prazo visando a valorização do trabalho de profissionais da área, como psicólogos, psiquiatras, terapeutas e entre outros.