Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 07/09/2020

Segundo Simone de Beauvior, a sociedade é responsável por tudo e por todos os seres humanos. Nessa lógica, entende-se que o ser humano precisa de empatia, dessa forma, torna-se importante a cultura do autocuidado e a valorização da saúde mental na sociedade atual, a qual requer mudanças. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão da problemática, que persiste influênciada por uma mentalidade retrógrada, além da pressão psicológica.

Primeiramente, é considerável destacar que a lenta mudança na mentalidade social tem consequência direta em como esse tema é abordado. Isso porque, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna é fortemente influenciada pelo individualismo. Nesse contexto, constata-se que muitas pessoas não possuem informação suficiente para mudarem seus pensamentos sobre a relevância do autocuidado e acabam sendo individualistas, olhando somente para si e em suas necessidades, não buscando compreender o outro que também precisa de cuidado.

Em segundo lugar, é imprecíndivel entender que a grande pressão psicológica influencia muito no bem-estar emocional do indivíduo. Diante dessa perpectiva, conforme a poeta Rupi Kaur, " A representatividade é vital". Paralelamente, é compreensível que precisa-se de mais representantes para abordar esse assunto, já que muitas pessoas sofrem com o esgotamento físico e mental por causa da pressão nos ambientes que mais convivem, por exemplo, escola, faculdade, trabalho e entre outros, dessa maneira, não conseguem ter tempo para se cuidarem.

Portanto, intervenções são necessárias. Cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, a realização de campanhas nas escolas, empresas e redes sociais, com a criação de “folders” que possam ser facilmente distribuídos e compartilhados, sobre a importância de se cuidar, para incentivar o autocuidado e empatia. Assim, consoante Beauvior, a população terá mais autorresponsabilidade e saúde mental.