Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 01/09/2020
A segunda geração do romantismo brasileiro, ficou conhecida pelo seu forte pessimismo e por uma instabilidade emocional. Analogamente, na sociedade hodierna, esse sentimento em conjunto com o desequilíbrio emotivo é cada vez mais frequente em todo globo terrestre, tornando a questão da saúde mental um enorme desafio, o qual ocorre devido ao descaso governamental e a criação de paradigmas pela mídia. Posto isso, é premente a análise e resolução desses empecilhos para uma sociedade mais saudável mentalmente. Em primeira análise, cabe ressaltar a falta de apoio pelos governantes sobre doenças mentais como corroborador do aumento da taxa de suicídio. Dessa maneira, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, os direitos ainda que garantidos constitucionalmente, muitas vezes, não saem do papel. Nesse sentido, o direito à saúde, tanto física ou mental não é cumprido pela Constituição Federal de 1988, visto que estadistas não se preocupam em fornecer meios de tratamento para pessoas que sofrem com depressão e ansiedade, deixando-as sem qualquer tipo de apoio. Além disso, é válido afirmar o estabelecimento de padrões pelos meios midiáticos como fomentador da problemática. Desse modo, segundo o filósofo John Locke, o ser humano é como um quadro em branco que é preenchido por influências. Nessa perspectiva, a mídia ao divulgarem histórias de pessoas bem aceitas socialmente, estimulam o sentimento de inferioridade e pessimismo sofridos pela geração romântica, consequentemente criam uma legião de frustrados. Portanto, são necessárias medidas para minimizar os casos de doenças como: depressão e ansiedade. Logo, o Ministério da Saúde deve criar centros de tratamentos psicológicos, por meio do estabelecimento desses centros em áreas com maior número de casos de suicídio, aonde irão receber ajuda e apoio de psicólogos especializados na área, objetivando um maior acolhimento de enfermos. Ao mesmo tempo, a mídia possa desmanchar padrões estabelecidos socialmente, objetivando o afastamento dos pensamentos da segunda geração romântica.