Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/09/2020

Segundo Jiddu Krishnamurti, “Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”, dessa forma, torna-se comum a preferência do trabalho sobre a saúde por grande parte da população. Com isso, é notória a carência de mais atenção quanto ao autocuidado e à saúde mental, que são fatores diretamente ligados ao bem estar do indivíduo.

Por conta de diversos motivos, como crises financeiras, desemprego, entre outros, o acúmulo de estresse acaba sendo inevitável, assim, contribuindo  para o surgimento de doenças e distúrbios mentais como a depressão. Por conseguinte, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%, atingindo 5,8% dos brasileiros. Logo, fica evidente que o autocuidado torna-se cada vez mais necessário, já que este, através de práticas simples como o cuidado com o estado mental e o contato com outras pessoas, é capaz de amenizar ou até mesmo inibir o surgimento de tais enfermidades, como no caso da depressão.

Além disso, outro fator determinante para uma boa saúde mental é a condição física em que a pessoa se encontra, com isso, o sedentarismo é uma das causas para o mal funcionamento do cérebro, pois segundo o chefe da pesquisa, Dr. Muller da Faculdade de Medicina de Wayne, nos Estados Unidos, " o sedentarismo pode mudar a estrutura e funcionamento do cérebro, sendo que a prática de exercícios físicos pode facilitar o aprendizado e prevenir contra os déficits de memória e cognição", ademais, no Brasil, 46% da população é sedentária, de acordo com a OMS. Portanto,

é perceptível que a falta de atividade física esta presente no cotidiano da população, trazendo prejuízos para saúde física e mental do indivíduo.

Em vista disso, para alcançar uma melhora na saúde mental das pessoas em geral, o Ministério do trabalho deve ampliar os direitos dos trabalhadores promovendo acompanhamentos por um psicólogo, além de fornecer palestras sobre atividades relacionados ao autocuidado, trazendo assim, uma desvinculação dessa “sociedade doente” como disse Jiddu.