Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/09/2020
No filme “Coringa” de 2019, o protagonista Arthur Fleck é colocado de lado pela sociedade por possuir problemas mentais. Com isso, ele passa por dificuldades sociais e profissionais durante o longa. Conquanto, muitos brasileiros encontram-se em estado similar do personagem supracitado, deixando de lado a sua saúde mental e a importância do autocuidado.
Primeiramente, podemos incluir fatos históricos ocorridos na Idade Média que levaram para a modificação de uma sociedade. A Revolução Industrial, 1760 na Inglaterra. Sua proposta era promover a melhor eficiência na produção por meio de máquinas, novos produtos e energia elétrica. Contudo, não havia leis para proteger o trabalhador. Sobrecarregados e possuindo trabalho excessivo, começaram a adoecer mentalmente. Assim sendo, nos dias atuais o índice de doenças mentais, principalmente nos jovens, durante a pandemia e quarentena, tem sido alarmantes. Em todo o mundo, estima-se que 10% a 20% dos adolescentes vivenciem problemas de saúde mental, mas permanecem diagnosticados e tratados de forma inadequada. Sinais de transtornos mentais podem ser negligenciados por uma série de razões, tais como a falta de conhecimento ou conscientização sobre saúde mental entre trabalhadores de saúde ou o estigma que os impede de procurar ajuda.
Igualmente, pessoas tentam na forma de prevenção, praticar o autocuidado. O Dia Internacional do Autocuidado (24/7) foi criado para reforçar a importância de cuidarmos de forma responsável da própria saúde, 24 horas por dia, sete dias por semana. E, em tempos de pandemia de COVID-19, nunca foi tão importante discutir o quanto os hábitos e as atitudes individuais corroboram para a preservação da nossa saúde, seja sob a perspectiva individual ou coletiva. Realizado uma pesquisa onde foram contatados 4.066 psicólogos. Os resultados indicam uma população majoritariamente feminina, com média de idade de 32 anos, e em início da carreira; 66,6% sentiram necessidade de fazer terapia ao longo do curso, o que aponta para a possibilidade de o curso ser um mobilizador; 95% consideram que lidam com sofrimento psíquico em sua atuação e 94,4% consideram que isso impacta em sua atuação, porém apenas 33% (34) declaram fazer algum tipo de psicoterapia.
Assim sendo, é possível concluir que com o advento da tecnologia e avanços na área profissional é preocupante o estado da vitalidade cognitiva. Dessa forma, é preciso uma intervenção do Estado, assim tomando providências em relação para o estado atual. Para que os efeitos de horas de trabalho provoquem mudanças no avanço da modernidade bem como o número de diagnósticos alarmantes permaneçam. Isso deve ser feito pelas empresas, contratando médicos do trabalho.