Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/09/2020
O filme “O mínimo para viver” retrata a luta de uma adolescente contra a anorexia, doença que assombra muitos jovens, e a dificuldade de se auto admirar. Fora da ficção, o cenário mundial relaciona-se no contexto, entretanto, de maneira mais intensa, em razão da dificuldade de manter uma boa saúde mental em âmbito epidêmico e concomitantemente a importância dos exercícios físicos para o autocuidado que estão cada vez mais escassos na sociedade.
Em primeira esfera, instruindo-se de como uma pandemia se desenvolve mentalmente nas pessoas, percebe-se, como afirma Tedros Ghebreyesuspor, diretor-geral da OMS, que por meio do medo do contágio, da falta de socialização que se era acostumado e da perda de empregos e investimentos, a população passou a sofrer distúrbios na saúde mental. Analogamente, os profissionais de linha de frente em combate as doenças são os que mais sofrem, como evidenciado pelas autoridades chinesas em frente ao COVID-19, epidemia com o auge em 2020, em que as taxas de depressão e ansiedade subiram em média 50% durante o cenário de calamidade. Diante do exposto, é facilmente perceptível que a situação agrava severamente o número de enfermos no mundo, tendo guindado, de acordo com uma pesquisa da OMS na Etiópia, no triplo de procura por psicólogos e psiquiatras, com perspectiva de aumento significativo até o fim da problemática epidêmica.
Outrossim, a redução dos exercícios físicos, importante fator para o bem-estar tanto fisiológico quanto mental, é um grave óbice que tende a aumentar no panorama mundial, de modo que um a cada quatro adultos são considerados sedentários ou não se movimentam suficientemente, aponta a OMS, o que acarreta no desleixo pessoal e reduz a cultura do autocuidado mundial. Desta forma, torna-se fulcral pontuar que a tecnologia, o uso de carros para pequenos trajetos, escadas rolantes e o consumo exagerado de alimentos industrializados agravam essa disfunção física e desestimulam o cuidado com o próprio corpo, o que traz problemas cardíacos, de autoestima e diabetes. Deste modo, é notório que a falta de comprometimento com a saúde física abala o domínio do conhecimento corporal individual, assim transfigura-se primordial a prática destas atividades para o bem-estar social.
Em suma, para reduzir os números de sedentários e doentes psicologicamente, faz-se mister que a Organização Mundial da Saúde auxilie a população com a disposição de médicos especializados no cuidado da saúde mental e fisiológica, como psicólogos e nutricionistas, em hospitais públicos focados em atender pessoas com esses problemas, por meio da arrecadação de uma porcentagem do PIB de todos os países participantes. Somente assim o mundo estará preparado para enfrentar as tribulações das gerações futuras, diferente do que ocorre em “O mínimo para viver”.