Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/09/2020
A segunda geração do Romantismo, também conhecida como “Mal do Século” foi marcada por angústia e sofrimento, no qual os poetas eram pessimistas e não praticavam hábitos de autocuidado. Embora date de mais de cem anos atrás, tal situação não se difere do comportamento da atual sociedade, uma vez que as pessoas não tem tempo para cuidarem de si mesmas ou estão com a saúde mental deveras carente e não conseguem praticar o autocuidado.
Em primeiro plano, é importante destacar que as pessoas estão sempre ocupadas com os compromissos do cotidiano, consequentemente, não encontram tempo para cuidar da sua própria saúde, tanto física quanto mental. Segundo pesquisas do jornal Folha de S. Paulo, 20% dos profissionais exibiram sintomas de depressão, 36% estavam com alto nível de estresse e 40% afirmaram que sua saúde não estava boa. É evidente que a sobrecarga de afazeres no dia a dia afeta diretamente e negativamente o bem-estar das pessoas, deixando-as sem tempo para criar e manter hábitos de autocuidado, e assim podendo adquirir doenças mentais.
Em segundo plano, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas no mundo possuem depressão e 9% possuem ansiedade. Já dizia o astrônomo Isaac Newton que, um corpo tende a permanecer em repouso até que outra força atue sobre ele. A partir dos dados é possível analisar que, doenças mentais afetam muitas pessoas e em seus estados mais severos, como por exemplo a depressão, são incapacitantes e fazem com que o indivíduo permaneça em inércia e não consiga cuidar de si mesmo.
Portanto, para que as pessoas possam ter hábitos de autocuidado, faz-se necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Cidadania, por meio da introdução de psicólogos e psiquiatras em locais de trabalho, universidades e escolas, expliquem e ajudem as pessoas a cuidarem de si mesmas, afim de que tenham uma boa saúde mental, diferentemente da geração byroniana.