Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/09/2020

O filme “O Mínimo para Viver” fala sobre a situação de uma menina anoréxica, Ellen, que tem sua auto-imagem distorcida e portanto, auto-estima baixa. Esse caso retratado pelo filme não é só em filme, existem milhões de casos de auto-estima severamente baixa que não se é relatado e nem descobertos, e é algo que se deve tratar.

Em primeira mão, pesquisas feitas pela Organização ABC (Anorexia & Bulimia Care) mostraram que desde o ano 2000, distúrbios alimentares subiram em 15%, além disso, outros dados coletados pela MHA (Mental Health America) mostrou que transtornos de saúde mental aumentaram em 18% desde 2000. Esses dados nos mostram que o cuidado necessário não está sendo aplicado como deveria, cerca de 50% desses transtornos de saúde mental começam a desenvolver aos 14 anos, ou seja, ainda na escola, os maiores motivos para tais casos são o bullying, o trauma, os trabalhos escolares, e a falta de apoio emocional e ajuda quando é preciso.

Em segunda mão, um pesquisa trazida pela KFF (Kaiser Family Foundation) mostrou que já em Julho, 53% dos adultos tiveram sua saúde mental impactada de maneira negativa, um aumento severo de 32% desde Março. Isso se dá ao fato de que o mundo ainda não está preparado para  a quarentena, os recursos necessários só favorecem a classe privilegiada, a tecnologia necessária para trabalhar e estudar de casa não está disponível a todos, especialmente da classe média e baixa, e isso cause estresse severo tanto em adultos como em jovens e até crianças.

Portanto dado estes casos, é necessário ter recursos em escolas financiados pelo Ministério da Saúde em meios de tratar da saúde mental dos jovens, como palestras, e atendimento psicológico dentro da própria escola porém mais importante, ensinar a todos os alunos sobre as práticas do autocuidado, a fim de evitar transtornos e mortes desnecessárias.