Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/09/2020
A Revolução Industrial teve sim suas vantagens quando se tem em vista o desenvolvimento de sistema fabril, mas em contrapartida foi um período histórico onde a saúde dos trabalhadores não era algo importante a ser tratado nas grandes empresas. Tão pouco sua saúde mental. E voltando ao século XXI, a saúde mental das pessoas em seu ambiente de trabalho ainda é uma preocupação, principalmente pela demasiada cobrança pela parte de seus superiores, o que vem a acarretar em uma série de problemas futuros. Além de que, muitas pessoas estão tão preocupadas com suas carreiras, que acabam esquecendo que sua mente e corpo também precisam de cuidados e descanso.
Se tratando deste assunto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a concepção de saúde mental é muito mais ampla do que a inexistência de alguma enfermidade. Rotinas exaustivas e a pressão por resultados excepcionais no ambiente de trabalho são algumas das principais causas de desestabilização do bem-estar cognitivo da maioria dos trabalhadores no Brasil, que podem ocasionar em doenças psicológicas como a depressão. Em 2013, um levantamento feito pelo Ministério da Previdência Social mostrou que mais de 60 mil pessoas receberam o auxílio-doença por conta da depressão. A respeito disso o Senado Federal afirma que a depressão é hoje a segunda maior causa por afastamento do trabalho no país. E por mais que não se possa afirmar que o trabalho excessivo é a causa exclusiva da depressão, ele ainda assim é um fator de grande influência para a decadência da saúde mental de muitos cidadãos.
Outro ponto importante e que tem sido cada vez mais deixado de lado pela sociedade trabalhista, são as práticas de autocuidado; essenciais para manter a mente e corpo funcionado em harmonia. E como muitas pessoas passam mais tempo se dedicando ao próprio trabalho e tarefas acabam esquecendo que o corpo também precisa de uma atenção especial, o que é extremamente prejudicial para a saúde física e psíquica do indivíduo, além de que ele pode acabar desenvolvendo problemas causados pela falta de atividade física como a obesidade, problemas cardiovasculares, aumento da pressão, entre outros; assim como a baixa autoestima e estresse. Ademais, não ter uma rotina de autocuidado pode gerar problemas em sua vida social e em comunidade.
Em síntese, a saúde mental e o autocuidado necessitam andar lado a lado para que haja um estado de equilíbrio entre o bem-estar físico e mental de cada um. Conhecer e saber respeitar seus próprios limites é um grande aliado na prevenção de tantos problemas que podem ser ocasionados por ambas as instabilidades. Da mesma maneira, a terapia também pode funcionar como uma alternativa a se recorrer se houver uma situação agravante em algum quadro clínico de fragilidade emocional.