Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 04/09/2020
Depressão. Ansiedade. Distorção de imagem. Essas são algumas doenças mentais que assolam muitos jovens e adultos no mundo contemporâneo. Muitas vezes, esses problemas estão associados a deturpação da cultura do autocuidado, uma vez que a sociedade normaliza certas práticas que prejudicam a saúde, com a alegação de ser uma forma de autocuidado.
Em primeiro lugar, é preciso destacar algumas práticas de autocuidado. Por exemplo, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, meditar, fazer exames regularmente, cuidar da saúde mental, etc. São inúmeras as formas de se preservar e cuidar de si, mas em tempos de rede social, essas práticas foram corrompidas. Dado que pessoas influentes propagam padrões de vida inalcançáveis, gerando ansiedade e frustração à milhões de pessoas.
Em contra partida, começam a surgir diversos movimentos baseados na autoaceitação sendo uma forma de autocuidado, a exemplo do “Body Positive” e “Skin Positive”, que incentivam as pessoas a se cuidar por prazer e amor próprio. Esses conceitos são de grande valia quando analisamos o fato do Brasil ter cerca de 4,7% da população com algum transtorno alimentar e segundo a organização mundial de saúde (OMS), cerca de 86% dos brasileiros sofrem com transtornos mentais, como depressão e ansiedade.
Por tanto, é possível afirmar a forte ligação entre ter uma rotina saudável de autocuidado e a prevenção de transtornos mentais. Visto que jovens estão mais suscetíveis a todos os tipos de influências, se faz necessário que o ministério da educação promova nas escolas, palestras informativas com terapeutas e de maneira didática. Com o intuito de ensinar aos jovens, práticas de autocuidado, visando incentivar estilos de vida mais benéficos e a longo prazo, a diminuição de problemas mentais na população como um todo.