Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/09/2020
No filme “Um Senhor Estagiário”, pode-se perceber a rotina estressante que a protagonista Jules se submete ao ir trabalhar pela manhã e voltar para casa somente de madrugada, o que deixa ela exausta. Fora da ficção, essa é a realidade de mais de 90% da população mundial (de acordo com a OMS), essa preocupante situação, juntamente com as crianças e adolescentes que sofrem pressão dos pais em relação a escola, pode trazer graves problemas à saude mental, podendo agravar em doenças e distúrbios mentais se não for observado e tratado.
É notório, que uma das maiores irregularidades se dá pelo abuso psicológico dos chefes com seus empregados, e isso pode ser visto pela pesquisa feita pela Olimpía 24h, que mostra a situação de mais de 20 mil pessoas que contraíram a síndrome do pânico ou depressão, por conta de cobranças exageradas, chantagens mencionando a demissão e rotinas intensas. Ademais, é importante ressaltar que a atitude de conscientização deve se dar pelos contratantes, pois como Tallita Massuci disse: “O empregador não pode se furtar à sua responsabilidade social de manter condições de saúde e segurança a seus empregados”.
Visto que, a sanidade mental de um indivíduo pode ser comprometida pelo controle excessivo de uma pessoa em relação a outra, tem-se também a intimidação que os pais causam nos filhos quanto a escola e faculdade. Uma vez que, eles impõe sua opinião decisiva quanto ao que o filho deve exercer como profissão, ou os assuntos recorrentes são em como o filho(a) está indo mal na escola, e precisa arranjar um jeito de melhorar, essa criança/adolescente tende a desenvolver uma insegurança quanto a si mesma, pois se não consegue atingir a meta, se sente incapaz, e isso pode vir a causar problemas de autoestima. Como diz na pesquisa feita pelo G1, somente 16% dos estudantes se sentem emocionalmente bem em relação a convivência com a família e os estudos.
Portanto, para conter essas problemáticas, o Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Educação e Cultura, deviam se reunir e priorizar a disponibilização de psicólogos e psiquiatras para atenderem em escolas, universidades e empresas. Os colégios poderiam também disponibilizar um período de meditação motivacional antes de começar as aulas, assim as crianças e adolescentes iam sentir que alguém da apoio e não julga-os por as vezes não conseguirem cumprir seus objetivos.