Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 13/12/2020

Anteu, um mitológico gigante que, para ser morto por Hércules, precisou ser asfixiado no ar, visto que ao tocar o solo, suas forças ressurgiam. A isso se assemelha as doenças mentais, as quais sempre estão “alojadas” no indivíduo, mesmo que sem apresentar sintomas, de forma que a qualquer momento possa se agravar. Por isso, é importante o estabelecimento da cultura do autocuidado, para que assim, a saúde mental da atual sociedade seja preservada, possibilitando que se diminua futuros gastos governamentais nesse sentido e melhore o rendimento pessoal individual.

A princípio, muitos jovens sofrem com esses transtornos psicológicos, o que torna necessário altas despesas governamentais para seus tratamentos. Isso se comprova com o dado da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que 1/6 dos indivíduos entre 10 e 19 anos são afetados por doenças mentais. Nesse sentido, observa-se a grandeza desse problema que afeta a nova geração de maneira significativa e, se não for resolvida por intermédio do autocuidado, tende a trazer gastos muito altos que poderiam ser investidos em outras áreas.

Ademais, quando a pessoa não se encontra psicologicamente bem, é natural que haja uma queda no seu rendimento. Essa situação é ilustrada com pensamento do antigo médico e filósofo grego Hipócrates, de que o homem saudável é aquele que possui um estado físico e mental em equilíbrio. Diante disso, nota-se que se o indivíduo estiver com sua saúde intelectual debilitada, haverá certa defasagem em seu completo bem estar, o que acaba por afetar significativamente a sua produtividade em todos os âmbitos da vida.

Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de apoio à cultura do autocuidado. Em primeiro plano, cabe à OMS, por meio de um evento anual com transmissão online para todo o mundo, oferecer palestras com psicólogos e psicanalistas renomados que alertem sobre a importância do bem estar mental, e ainda ofereçam dicas de como realizar o autocuidado, para que assim, os países consigam gastar menos com o tratamento de transtornos psicológicos. Além disso, as escolas deveriam, por intermédio de reuniões com os pais, aconselhá-los a se atentarem à sua saúde mental e a de seus filhos e incentivar que eles procurem ajuda com especialistas caso necessário, para que dessa forma, o rendimento dos indivíduos seja afetado da menor maneira possível por essas doenças. Assim, o gigante problema das enfermidades relacionadas à saúde mental será resolvido mediante o autocuidado.