Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 11/09/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é classificada como o “mal do século”. De fato, ansiedade, depressão e síndromes são exemplos de problemas que vem se tornando cada vez mais comum na vida dos integrantes do Século XXI. Segundo a OMS, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de diagnósticos de depressão nos países latino-americanos, e mesmo com essa alta taxa de problemas psicológicos, a falta de dialogo sobre esse assunto, a dificuldade de reconhecimento por parte do individuo afetado e o preconceito enraizado da população em relação a problemas emocionais, tornam essas doenças cada vez mais preocupante.
Em primeiro plano, pode-se analisar que, na série da Netflix, Insatiable, a protagonista, Patty Bladell, sofre de problemas como ansiedade e transtornos alimentares, por se ver obrigada a ter um corpo e comportamento de acordo com o padrão social imposto. O culto a beleza vem se sustentando na sociedade desde a Grécia antiga, e hoje é um dos grandes alavancadores da baixa autoestima, da ansiedade e depressão. O padrão de beleza imposto pela sociedade, reflete em uma sociedade doentia pela busca de se encaixar e assim, ser mais aceita socialmente. Em suma, a consequência de indivíduos que não conseguem se adaptar, é muitas vezes, diversos problemas psicológicos.
Ademais, vale ressaltar, a existência de um tabu sobre a saúde mental dos indivíduos na sociedade. Sendo assim, o habito do cuidado com a saúde física, vem se tornado cada vez mais forte em mídias sociais, e em contrapartida, a saúde mental é muitas vezes deixada de lado. Inegavelmente, um fator altamente preocupante, visto que o alto cuidado emocional, além de ter grande eficácia para melhorias de quadros psicológicos, também contribui de grande forma para a prevenção de tais doenças. Bem como, é o exemplo da atividade física, que por conta da grande taxa de endorfina liberada, gera sensação de recompensa e bem-estar no organismo.
Em virtude dos fatos mencionados, conclui- se que a saúde mental deve ganhar mais espaço em debates e ser tratada de maneira correta. Portanto cabe ao ministério da saúde oferecer campanhas de bem-estar psicológico, além de proporcionar maiores investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde), na área da psicologia, para garantir acesso grátis à consultas com qualidade de terapia para indivíduos necessitantes. Ademais, cabe a mídia o papel de desconstruir esse tabu enraizado na sociedade, por meio de campanhas que mostrem a importância da conversa sobre o assunto, e principalmente a importância do cuidado com a saúde mental individual. Para que assim, possa se estabelecer uma maior qualidade de vida aos indivíduos e uma sociedade emocionalmente estável.