Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/09/2020

“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”. Esse trecho da obra “Índios”, da banda Legião Urbana, pode ser entendido como uma metáfora acerca da saúde mental no século XXI, em que os indivíduos, após uma breve reflexão, perceberiam a má qualidade mental em que se encontram. Os problemas psicológicos causados pela ausência do auto cuidado se mostram, atualmente, como um dos problemas de saúde pública no Brasil e é causada pela falta de diálogo sobre o assunto e pelo exaustivo padrão de vida pós-moderno, de modo que afeta cidadãos de todas as idades sem distinção.

A busca por ajuda profissional para tratamento de distúrbios psicológicos é negligenciada no Brasil. Isso ocorre em decorrência da influência cultural da igreja católica na sociedade, aonde os profissionais da psicologia sofriam um tipo de preconceito, o que gera receio na população. É de grande importância que pessoas que sofrem com algum tipo de problema da saúde mental busque ajuda o mais cedo possível para evitar maiores problemas.

Em segundo lugar, a contemporaneidade é marcada por um estímulo tóxico à perfeição. O desenvolvimento industrial do capitalismo, após a Segunda Revolução Industrial, culminou no estabelecimento de um padrão de eficiência que só pode ser alcançado quando o indivíduo obtém altos desempenhos em todas as áreas de sua vida. Entretanto, é claro que essa ideia traz, como consequência, uma série de sentimentos negativos ligados à frustração e ao fracasso, já que a plenitude desejada é impossível de ser alcançada. Assim, os cidadãos brasileiros passaram a ser acometidos por diversas doenças psicológicas, como aquelas ligadas à punição do corpo, tal qual a bulimia, ou ligadas ao cansaço mental, bem como a depressão.

Logo, é necessário combater as causas do adoecimento mental da população brasileira com medidas direcionadas. Dessa forma, o Ministério da Saúde, por meio de parceria com o Ministério da Educação, deve promover palestras educativas em escolas e universidades, a fim de desfazer preconceitos relacionados a doenças psicológicas e promover informações sobre o assunto. Tais discussões devem ser ministradas por psicólogos e psiquiatras e direcionadas a pais e alunos, como forma de se atingir indivíduos de diferentes faixas etárias e conscientizar sobre a seriedade de tais doenças e disturbios.