Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/09/2020

De acordo com a segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado a menos que uma força seja exercida sobre ele. É possível perceber a mesma condição no que concerne à negligência da importância do autocuidado físico e mental, problema que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, o impasse persiste devido, não apenas a questões sociais, mas também a uma má influência midiática.

Primeiramente, é preciso atentar para a lenta mudança na mentalidade social presente na questão. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a problemática é fortemente motivada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social desatento a necessidade do cuidado físico e mental, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Outro ponto relevante é a pobre contribuição da mídia para a resolução do impasse. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia influencia na consolidação do problema ao não promover debates que conscientizem a população sobre de métodos de autocuidado para a promoção da qualidade de vida dos indivíduos.

É evidente, portanto, que este problema precisa de uma solução. Assim, especialistas no assunto como psicólogos e professores de educação física, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o tema. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de informativos que alertem sobre as reais condições da questão, dando mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre a necessidade de buscar e prezar pelo próprio bem estar.