Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 15/09/2020

Um levantamento feito pela OMS(Organização Mundial da Saúde), aponta que 9,8% dos brasileiros sofrem de ansiedade e 5,8% de depressão, sendo a maioria jovens dentre 14 a 25 anos. Outro levantamento feito pela Instituição Getúlio Vargas, mostra que para 41% desses jovens, as redes sociais tem grande influência nos sintomas decorrentes dessas doenças.

Conforme o uso contínuo das redes sociais tem sido imprescindível na vida das pessoas, pela facilidade da comunicação e velocidade que as informações chegam, em contrapartida os deixam ansiosos pelas atualizações do feed, pelos likes e comentários em  suas postagens e fotos. De modo que, cria-se um ciclo vicioso dessas atualizações e  dependência de aprovações alheias.

O Instagram é o maior exemplo de como isso molda a cabeça das pessoas, com a maioria dos perfis focados em mostrar vidas financeiras perfeitas, corpos perfeitos e relacionamentos perfeitos. Logo, é instalado uma corrida pelo ego e um concurso de popularidade pelos  usuários, que passam suas vidas focadas em ser perfeitos não para si mesmo, mas para mostrar pros seguidores que são perfeitos, engajamento esse medidos pelo número de comentários, curtidas e visualizações em suas fotos e vídeos. Portanto,quando não é atingido as suas expectativas, é comum as pessoas ficarem tristes com isso e não se acharem ‘‘bonitas o suficiente’’ ou não tem a vida ‘‘boa o suficiente’’, essa frustração e desgosto consigo mesmo, acaba desencadeando uma depressão.

Na sociedade contemporânea é quase impossível ficar sem utilizar as redes sociais.O ideal, seria que as pessoas tirassem pelo menos um  dia da semana para se isolarem das redes sociais e desse ciclo, fazendo com que tirem um tempo pra se autoconhecer e se autocuidar,com esse ‘‘reset’’, as pessoas cultivariam um pouco mais o amor próprio e voltariam o foco para o tempo presente, consequentemente, diminuiriam um pouco as taxas de depressão e ansiedade.