Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 20/09/2020

Na correria do dia a dia, tendo que conciliar trabalho e estudos, a saúde mental e o autocuidado ficam comprometidos . Assim como no filme “Um Senhor Estagiário”, onde a personagem, que é a dona de uma empresa de produção de roupas, começa a trabalhar no começo da manhã e volta para casa na madrugada. Essa narrativa não é diferente  da realidade, com muitos brasileiros focados no trabalho e nos estudos e esquecendo do autocuidado, prejudicando sua saúde mental e, consequentemente, física.

Além da população como um todo, os próprios estudantes de cursos de graduação precisam desta atenção que, por vezes, são deficitárias ou ainda inexistentes em suas universidades. É importante saber, no entanto, que atividades físicas, alimentação adequada, um bom sono, meditação, são fatores que elevam a autoestima e são  imprescindíveis para o cuidado com a saúde física e mental, porém , necessita esforço continuo para se transformar em hábito.

Em uma sociedade imediatista e focada na produtividade, onde múltiplas exigências atravessam a integralidade do indivíduo, cuidar de si mesmo percebe-se uma ação pouco incentivada e escassamente considerada pelas pessoas em geral. Trata-se de uma cultura enraizada, onde não se dá a estimulação ao autocuidado.

A saúde mental tem sido definido de muitas maneiras por autores de diferentes culturas. Os conceitos de saúde mental incluem subjetiva bem – estar, autonomia e potencial emocional, entre outros. No entanto, os detalhes do estado Organização Mundial da Saúde que não é nenhuma definição oficial do que é saúde mental e que qualquer definição vai sempre ser influenciado por diferenças culturais, suposições, disputas entre teorias profissionais, a forma como as pessoas se relacionam seu ambiente de realidade, entre outras questões.

Como outras formas de saúde, saúde mental é importante em todas as fases da vida, desde a infância e adolescência para a idade adulta. De acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), os problemas de saúde mental constituem cerca de 15% da carga global de doenças. 2 O déficit em saúde mental contribuem para muitas doenças somáticas e afetivos, como depressão ou ansiedade.

Uma vez que é observar o comportamento de uma pessoa em sua vida diária, a principal forma de saber o estado de seus problemas de saúde mental, tais como a gestão de seus conflitos, medos e capacidades, as suas competências e responsabilidades, a manutenção de suas próprias necessidades , como enfrenta seus próprios tensões, relações interpessoais e como que leva uma vida independente, o conceito é necessariamente subjetiva e culturalmente determinado.

Esta preocupação aplica-se não só para especialistas, como psicólogos e psicólogos, mas parte das responsabilidades do governo de uma nação, de formação na família, em um ambiente de convivência saudável no bairro da responsabilidade assumida pela os meios de comunicação e guia consciente para uma saúde mental em espaços escolares e de trabalho e estudo em geral.

É preciso, portanto, estimular um processo de valorização da Saúde Mental que, assim como a saúde física “do campo concreto”, merece ser priorizada pelas ações governamentais e públicas. A sociedade deve refletir  também, em um combate incessante, pelo fim dos estereótipos e pelo respeito às necessidades dos indivíduos com doenças mentais. Ademais, o Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com o Ministério da Saúde, devem adotar medidas necessárias , através de políticas públicas,  como palestras aos trabalhadores e estudantes , oferecer apoio psicológicos para ensino e  incentivo às práticas de tratamento a saúde mental dessa população . Assim melhorando suas condições de saúde geral e consequentemente seu desempenho no trabalho ou no aprendizado.

No entanto, outras ações são possíveis no caso de estudantes universitários.

Em grande parte das vezes tais situações acabam sendo solucionadas ou os alunos encontram maneiras de lidar com os problemas que enfrentam de alguma forma; porém, inúmeros casos que chegam aos nossos ouvidos ou não, acabam por deflagrar sofrimento emocional e afetar a saúde mental dos alunos que cursam o ensino universitário. A saúde mental do jovem brasileiro é assunto preocupante, segundo dados publicados na BBC Brasil em abril de 2017; em 12 anos a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos cresceu 10%, sendo que o Brasil é oitavo país com maior número de suicídios no mundo.

Mudar a cultura da sociedade e das instituições não é tarefa fácil ou momentânea (leva tempo!) mas, ainda assim, o empreendimento de tentativas é sempre válido para afetar; para fazer o indivíduo refletir.

É preciso estimular um processo de valorização da Saúde Mental que, assim como a saúde física “do campo concreto”, merece ser priorizada pelas ações governamentais e públicas. Luta-se também, em um combate incessante, pelo fim dos estereótipos e pelo respeito às necessidades dos indivíduos com doenças mentais.