Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/09/2020

“Não somos ricos pelo que temos, e sim pelo que não precisamos ter”, a frase dita pelo filósofo Immanuel Kant retrata bem os desejos e o padrão de sucesso em nossa sociedade cada vez mais líquida. O foco no ter e não no ser, tem levado a sociedade cada vez mais pela busca em acumulação de bens desnecessários para exibição de uma felicidade aparente. Em dentrimento a isso, as tarefas verdadeiramente prazerosas são deixadas em segundo plano, colocando em risco o bem-estar mental e desviando a atenção do que efetivamente é necessário.

Primeiramente deve-se compreender que as pessoas possuem urgências além do lado financeiro, e que cuidar de si não é custo, e sim investimento.  De acordo com a OMS, o suícidio é a segunda maior causa de morte entre os jovens. Uma rotina estressante tende a levar aos transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Esse dado corrobora  para que o cuidado com a saúde mental não seja negligenciado. A adoção de hábitos mais saúdaveis, como por exemplo, pratica de atividades físicas e uma alimentação mais balanceada, além de contribuirem para um corpo mais saúdavel, também auxiliam na manutenção da saúde mental.

Ademais, o autocuidado também reflete nas nossas interações pessoais, e coopera para que se possa cuidar dos outros quando necessário. Afinal de contas numa sociedade líquida com relações cada vez mais superficias, pessoas que se cuidam tendem a se relacionar melhor. Então furar a rotina para reunir com amigos é fundamental para melhorar  o humor e a disposição para as outras atividades obrigatórios que não sejam tão prazerosas

Portanto, é interessante que o poder público que tome iniciativa, através dos ministérios da saúde e educação, para desenvolvimento de palestras no meio acadêmico que debatam e ressalte a importância do autocuidado, além disto é importante a adesão de campanhas em de unidades de saúde para identificar e tratar pessoas que sofram de alguma doença mental.