Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/09/2020

De acordo com uma reportagem da revista Veja, no dia 28 de setembro de 2018, no Paraná, um adolescente de 15 anos levou uma arma para sua escola e atirou em dois estudantes, deixando um deles em estado grave. Após ser questionado, o jovem afirmou ter sido incentivado por bullying. Com isso em mente, pode-se afirmar que as escolas são o principal motivo do aumento de casos de doenças mentais, pressionando os alunos e permanecendo indolentes aos problemas causados.

Em primeiro lugar, há um foco desproporcional em cursos e vestibulares e uma obsessão com ótimo desempenho por parte da escola. Embora essas coisas sejam importantes, elas acabam se tornando o centro da vida do aluno, o que, combinando com a pressão da família, pode estressar o indivíduo e provocar problemas como ansiedade e depressão, além de problemas de autoestima caso eles não tenham um desempenho bom. Outrossim, isso pode tomar todo o tempo livre do aluno, danificando sua vida social e prejudicando a sua vida adulta e profissional.

Além disso, o pouco reconhecimento da doença em escolas é extremamente prejudicial aos alunos. É verdade que campanhas de conscientização são cada vez mais comuns atualmente, mas ainda há muitas escolas que apenas penduram alguns cartazes contra o bullying e quando um aluno vem pedir por ajuda, ele é simplesmente ignorado. É comum nas escolas dos EUA a punição da vítima e do agressor, caso um incidente seja reportado. Isso incentiva as vítimas a ficarem caladas e não resistirem o abuso, prejudicando sua saúde mental, o que em alguns casos extremos, pode levar a um tiroteio de escola. Um relatório da Safe Schools Iniciative confirma isso, afirmando que 71% dos atiradores foram vítimas de bullying, e que 61% tiveram um histórico de tentativas de suicídio.

Como solução, pode-se sugerir uma reforma na estrutura de ensino, com iniciativa do Ministério de Educação e de Saúde, oferecendo mais recursos de apoio emocionar e focando na vida adulta e profissional do aluno, para que haja um maior incentivo aos alunos a desenvolver pensamento crítico e estabilidade mental. Dessa forma, haverá uma diminuição nos casos de doenças mentais e ambientes de trabalho mais tranquilos e eficientes.