Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/09/2020
O drama coreano “It’s okay to not be okay”, em português, “Tudo bem não ser normal”, retrata a história de um cuidador de pessoas com transtornos mentais, além de apresentar diversas doenças enfrentadas pelos personagens como transtorno de personalidade antissocial, depressão, entre outros. Assim, a novela teceu uma crítica ao comportamento dos coreanos, que consideram as doenças mentais como fraquezas e, muitas vezes, não recebem a atenção adequada. Fora da ficção e do outro lado do oceano, essa realidade se repete, uma vez que, a saúde mental e a necessidade do autocuidado enfrentam desafios no Brasil, seja pela persistência de uma visão equivocada da população, seja pela ineficiência de politicas públicas para essa área.
Primeiramente, vale ressaltar que há uma grande falta de conhecimento sobre doenças mentais e autocuidado por parte da população brasileira, o psiquiatra Daniel M. Rockenbach, afirma que é essencial discutir sobre esse assunto, principalmente sobre o suicídio. Diz também que o tema precisa deixar de ser um tabu e ser tratado como um problema de saúde que exige atenção. Desse modo, a visão equivocada atrapalha na busca por tratamentos e orientações adequadas que visem o bem estar físico e mental dos cidadãos brasileiros.
Ademais, a ineficiência de politicas públicas para o cuidado nessa área dificulta os meios de tratamento, uma vez que é necessário intensificar as ações desenvolvidas por órgãos públicos. No século XXI, a ansiedade afeta aproximadamente 18,6 milhões de brasileiros, o que faz com que o Brasil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), seja o país mais ansioso do mundo. Diante desses dados, a atuação e atendimento do sistema de saúde pública é um fator contribuinte para a grande taxa de pessoas com doenças mentais no Brasil.
Em síntese, o Ministério da Saúde, setor responsável pela a administração da saúde pública brasileira, deve criar campanhas sobre a importância do cuidado com a saúde mental, divulgadas por meio das mídias sociais tais como redes de televisão, Facebook e Instagram. Para que, desta forma, conscientizar a população e para que o número de pessoas com doenças mentais diminua e a cultura do autocuidado aumente. Além disso, é fundamental um maior investimento governamental nas políticas públicas para um atendimento rápido e eficaz. Somente assim, os tabus retratados no drama coreano “It’s okay to not be okay” deixarão de fazer parte da realidade brasileira.