Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/09/2020

Ao afirmar, na célebre canção, “O Tempo não Pára”, o cantor e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a saúde no Brasil apresenta declínio ao passar do tempo. Em 1988 a Constituição Federal Brasileira criou o SUS (sistema único de saúde), que estabelece o dever do Estado em garantir saúde a toda a população brasileira, no entanto há um lapso nos direitos dos cidadãos, já que o brasil está em 125º lugar no “ranking” de sistema de saúde no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Sendo assim, nota-se que falta de saúde mental é um grave problema no brasil, seja pela negligencia da própria saúde mental, seja pelo desequilíbrio emocional.

A priori, convém ressaltar, a negligência da própria saúde mental. No decorrer da formação do Estado brasileiro, a falta do bem-estar psicológico se faz presente durante parte significativa do processo. Uma vez que, segundo a Organização das Nações Unidas (0NU) 85% da população mundial sofre com a falta de saúde mental, seja pelo trabalho excessivo, pelo preconceito e por problemas financeiros, causando no individuo, ansiedade, depressão, aumento expressivo de transtornos psíquicos e aumento da taxa de suicídios. Ainda assim o problema é pouco compreendido por possuir caráter “invisível”. Consequentemente, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o propósito de alcançar a melhoria esperada pela sociedade.

Assim, deve-se destacar a falta de assistência às pessoas com desequilíbrio emocional, como outro complicador do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “O contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, nota-se, no Brasil, que a ausência de saúde psicológica rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que mais de 23 milhões de pessoas no país possui problemas pela falta da saúde mental, sendo que segundo a OMS no Brasil tem o maior número de pessoas com ansiedade (9,3% da população) e que a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o problema persiste, violando o que é exigido constitucionalmente.

Fica evidente, portanto, que algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão, tal como, acompanhamento psicológico. Logo, o estado por intermédio de verbas governamentais, deve criar no SUS uma plataforma online para conexão entre o paciente e o psicólogo, para que toda população que precise de tratamento e autocuidado tenha acesso. Nesse sentido, a finalidade de tal ação é amenizar os impactos caudados pelo transtorno mental. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.