Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 21/09/2020
A saúde mental contemporânea ainda é deixada de lado e a cultura do autocuidado é desprezada. Isso se deve, pela cobrança excessiva por produtividade, tanto do próprio indivíduo quanto da sociedade e pela falta de negligência da família e escola. Assim, é inviável ter a cobrança excessiva como impulsionadora do mesmo.
Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Diante disso, muitas pessoas realizam uma autocobrança exacerbada, onde prezam pela produtividade e rendimento, se esquecendo da importância do autocuidado e sacrificando sua saúde. Logo, um déficit na cultura do autocuidado é gerado e a dificuldade de lidar com as frustrações se dá em doenças mentais como depressão, ansiedade e até mesmo em casos mais graves como o suicídio.
Por outro lado, não é válido pontuar a falta de problematização da família e escola como agravante do problema citado. Por esse ângulo, o âmbito familiar e escolar, muitas vezes, é negligente quanto as dores psíquicas dos jovens, onde muitas vezes os adultos são mal interpretados pelos jovens no que sentem e pensam. Assim é fundamental o autoconhecimento para conseguir enfrentar esses obstáculos e consequentemente os ambientes de vivência serão impulsionados a mudar de perspectiva.
Sendo assim, as medidas necessárias para fomentar a relevância do autocuidado e problematização acerca da saúde mental é que o Governo Federal, na figura do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, realize uma conscientização nas escolas, por meio de debates e palestras que visam reformular conceitos equivocados acerca da saúde mental, além de evidenciar a importância dos psicólogos no combate a mudanças de mentalidade e comportamento nas escolas, buscando o controle sobre a autocobrança e o incentivo pela cultura das terapias, a fim de diminuir a pressão psicológica e proporcionar o verdadeiro autocuidado.