Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 21/09/2020
Depresão e Ansiedade nas Escolas e na Mídia
Com o passar do tempo, a depressão e a ansiedade vem tornando-se cada vez mais aparente na nossa sociedade, porém, esses problemas já aconteciam no passado, apesar de terem ganhado notoriedade a partir das redes sociais. A internet, não só deu destaque para esses problemas, como também impõe um padrão de beleza, dando força para a cultura do autocuidado (que por si só não é prejudicial, porém junto com esse padrão de beleza inalcançável, torna-se maléfico).
Em primeiro plano, pode-se citar o papel prejudicial da mídia. Segundo os filósofos da Escola de Frankfurt, a mídia impõe padrões na sociedade, o que forma a chamada “indústria cultural”. De maneira análoga, é evidente que a popularização das redes sociais aumenta a incidência da indústria cultural na sociedade, uma vez que os conteúdos postados remetem a uma vida feliz e irreal. Dessa forma, muitos indivíduos, infelizes com seus corpos e belezas, ficam tristes, procurando na estética e na cultura do autocuidado uma solução para seu problemas, de modo a exagerar nos procedimentos, devido a uma irrealidade projetadas nas mentes deles pela mídia.
Apesar da mídia ser culpada em partes, as escolas também têm sua parcela de culpa. As redes de ensino, não só ignoram o fato da taxa de depressão está cada vez mais alta, não debatendo e ensinando sobre doenças psicológicas e saúde mental, como também, não instruem sobre a cultura do autocuidado, e até que ponto é exagero e prejudicial para a sua saúde. Tal instituição educacional possui a capacidade de moldar mentes de milhares de jovens, logo é de responsabilidade da escola ajudar os seus alunos a ter uma saúde mental boa e a aprenderem sobre o autocuidado.
Com isso pode-se concluir as redes de ensino devem ministrar palestras e aulas, com professores e psicólogos especializados no tema, acerca sobre o tema da saúde mental e a partir de que ponto a cultura do autocuidado pode ser adotada exageradamente em decorrência de problemas psicológicos. Além disso, a mídia deve conscientizar, por intermédio da produção de filmes, documentários e séries que critiquem a cultura de um autocuidado excessivo, além de disponibilizar estes em plataformas de streaming.