Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 21/09/2020
Na correria diária entre trabalho e estudos, milhares de brasileiros deixam de cuidar de sua saúde, o que se mostra refletir futuramente em seu rendimento acadêmico e profissional. O filme “Um senhor estagiário” retrata a vida da personagem Jules uma trabalhadora compulsiva, que com mesmo centenas de funcionários ainda exige mais do que necessário de si mesma, principalmente por se encontrar em um cargo tão alto em uma idade tão jovem. A narrativa do filme, retrata a realidade de muitos trabalhadores brasileiros mostrando que preferem priorizar seu trabalho do que o autocuidado e sua saúde mental.
O autocuidado é visto como um ato egoísta para muitas pessoas, por estar priorizando de fato sua saúde em diversos momentos e esquecendo de dar atenção aos demais. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o ato de reservar um tempo para ficarmos com si mesmo e se cuidando consegue aumentar a autoestima e a autoimagem, que são essenciais para lidarmos com a vida de forma positiva.
Atualmente também se encontra uma enorme pressão psicológica da sociedade nos estudantes, para que sempre se encontrem uns acima dos outros, e estar vinte e quatro horas por dia dos sete dias da semana por conta de escola ou trabalho, ademais seus responsáveis costumam a usar termos como “ser alguém na vida” para deprecia-los e os deixarem mais desleixados com sua saúde, focando apenas em estudo e trabalho.
Essa forma de rotina de se cobrar demais em seu serviço e em seus estudos, só implica cada vez mais em um mau desempenho em todas essas áreas e atividades da sua vida que causa ainda mais problemas em inúmeras áreas. A falta do cuidado com a saúde física e mental do ser humano acarreta diversas doenças e transtornos como a ansiedade, cansaço, estresse, desânimo. A desmotivação se estende para além das atividades chegando a desmotivação de viver, chegando num estado grave podendo mostrar sinais de depressão forte.
Portanto, algumas medidas são necessárias a serem tomadas para resolver o impasse. O Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente ao Ministério da Saúde, devem elaborar, por meio de propostas de políticas públicas, a realização de palestras e períodos sabáticos para auxílio da construção da saúde mental de seus trabalhadores e estudantes. O Ministério da Educação deve investir também em um psicopedagogo para ajudar os estudantes durante todo o período escolar, principalmente da questão sócio-emocional dos mesmos em sala de aula e como vem a sua perspectiva acadêmica. Também, é aconselhável a procura de um profissional da área de saúde para indicar uma medicação ou atividades sócias e físicas para melhorar a interação entre mente e sociedade.