Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 28/09/2020
De forma histórica, a figura feminina sempre teve um estigma de suas funções e postura, sendo assim, responsável apenas pelos cuidados no âmbito familiar. De maneira similar, no cenário brasileiro, é nítido o auto-abandono por parte dos indivíduos em uma constante neglicenciação própia. Nesse sentido, convém discorrer sobre os fatores que impulsionam a necessidade de se cuidar, tais como a padronização por parte da mídia e a questão da automedicação.
Outrossim, é de suma importância ressaltar que, nesse século, houve um aumento significativo nos casos de ansiedade e depressão, ensejando, muitas vezes, o autotratamento do cidadão por meio de medicação não prescrita. Dessa forma, o uso indiscriminado dessas drogas e fora dos controles médicos, em várias ocasiões, acabam por provocar distúrbios ou consequências posteriores, tal como a dependência do paciente.
Entretanto, em segundo plano, é fundamental citar que a procura pela adequação do corpo e ações, refletem marcos históricos de propensão do gênero feminino, gravado na estética machista e midiática da sociedade. Em virtude desses fatos, convém a citação do livro “Sociedade do espetáculo”, escrito pelo autor e marxista Guy Debord, que as relações interpessoais são mediadas por imagens e, inclusive, abrange o método da automedicação. Sendo assim, por consequência, ocorrendo a desvalorização do natural e a frequente instabilidade da autoestima.
Em análise aos argumentos apresentados, medidas são inevitáveis para mitigar o impasse. Dessa maneira, compete à Organização Mundial da saúde (OMS), em companhia das plataformas virtuais de acesso, promover a propagação do autocuidado dos cidadãos, através de palestras online e disponibilização de páginas virtuais, com profissionais aptos para um acompanhamento psicológico e fisíco de qualidade. Com o objetivo de que a sociedade tenha senso de preservação própia.