Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 24/09/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos dos indivíduos que apresentassem problemas relacionados à saúde mental eram vistos como incapazes de realizar ações estipuladas e, com isso, eram exterminados. Tal ação ocorrida durante o holocausto pode ser assimilada nos dias contemporâneos, onde o reconhecimento e a importância de um tratamento mental acabam sendo deixados como segundo plano, resultando em abalos físicos e mentais de longo prazo e, consequentemente, no aumento no número de suicídios anuais. Logo, por ser um fator terrivelmente infeliz para com a saúde de grande parte da população, é necessário que uma medida emergente seja tomada, visto que é uma questão delicada e que necessita de uma maior atenção social.
Neste contexto, a série norte-americana conhecida como “Os 13 Porquês” explicita a vida de uma menina denominada Hannah que possui transtornos psíquicos causados devido a ações sociais, como o famoso e terrível bullying e também abusos sexuais. Na atualidade, é possível fazer uma analogia relacionando os altos números de casos de jovens com algum transtorno mental, que, segundo a OPAS, é de 10% a 20%, porém, acabam não sendo identificáveis por conta de um estereótipo ligado à terapia ou devido a uma incapacitação do especialista, algo infelizmente muito comum.
Além disso, é possível dizer que a questão do autocuidado na sociedade atual vem sendo apresentada por influenciadores digitais que mostram os próprios hábitos de bem-estar . Porém, nesse meio digital, há a presença da forte padronização do estilo de vida, que faz com que muitos troquem seus hábitos com o objetivo de se infiltrar em uma sociedade que não pertencem. Tais fatos podem ser um obstáculo na luta pelo autocuidado, prejudicando inclusive o direito da liberdade de expressão individual, que, desde 2011, pesquisas destinadas à influência digital na sociedade indicam um alto número de pessoas influenciadas. Segundo a GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil, 43% dos brasileiros costumavam usar mídias sociais naquele ano, indiciando, desde então um aumento e uma maior alienação em todos os assuntos estipulados nesse meio.
Em suma, visto que a questão da saúde mental e do autocuidado são, infelizmente, sinônimos de uma exclusão parcial pela sociedade, é necessário que uma medida definitiva e eficiente seja tomada. Por isso, é preciso que o Governo Federal, juntamente com órgãos relacionados à saúde, promovam ações de incentivo ao autocuidado e à saúde mental, realizando isso por meio de campanhas públicas que terão o apoio de terapeutas ocupacionais voluntários nas ações sociais e também campanhas digitais, onde a maioria possui acesso nos dias atuais, a fim de que toda população brasileira tenha condições de manter uma saúde mental adequada e um melhor controle do autocuidado.