Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 29/09/2020

Segundo o filósofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Dessa forma, entende-se que a qualidade de vida é fundamental para a promoção da saúde e do bem estar. Porém, apesar da importância do autocuidado, vivemos na era globalizada, na qual os dias são marcados pela correria e cansaço. Assim, tal descaso com a saúde mental deve-se a ascensão da internet e aos longos períodos de trabalho.

Primeiramente, é importante ressaltar como a internet afeta na qualidade de vida dos indivíduos. Após um dia cansativo e estressante, é normal o uso dos celulares e computadores como forma de lazer, bem como redes sociais, jogos, séries e filmes. Porém, depois dessa rotina tornar-se constante, é comum sintomas relacionados a depressão, ansiedade e baixa autoestima, consequentes de um cotidiano pobre em atividade física e boa alimentação. Assim, a internet que poderia ser utilizada como ferramenta de acesso a um bom estilo de vida, acaba por influenciar prazeres momentâneos que não resultam em bons hábitos.

Em segunda análise, as longas jornadas de trabalho também são responsáveis pela baixa prática do autocuidado. Assim, longos dias de trabalho semanalmente resultam mais uma vez no descanso momentâneo, deixando de lado aquela leitura cotidiana, ida ao médico e ao salão, lazeres ao ar livre ou fora de casa. Tais práticas são resultados da sociedade moderna atrelada ao trabalho excessivo e o descaso com a saúde pessoal.

Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde promova mensalmente, através da rede do SUS, atividades que promovam o bem estar da população, como academias em áreas públicas e palestras sobre a necessidade do autocuidado, além de check-up gratuitos para todos, a fim de promover e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros para que todos possam viver adequadamente de acordo com Platão.