Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 29/09/2020

Em ’’ O auto da Barca’’, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas denotações no que se refere a falta do autocuidado com relação a saúde mental. Nesse contexto, torna-se evidente o legado histórico e a falta de empatia.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o legado histórico presente na questão. De acordo com Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar corretamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. A tese do sociólogo torna-se presente na sociedade brasileira do século XXI quando se é analisado o legado passado de geração em geração no qual a preocupação com a saúde mental de jovens e adultos é posto em segundo plano.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de empatia. Na obra ‘‘Modernidade Líquida’’, Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A temática do sociólogo pode ser observado de maneira específica na realidade brasileira, uma vez que a falta de relações afetivas duradouras funciona como forte empecilho para a resolução do problema.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Torna-se fundamental, portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com governos estaduais e municipais organizem palestras em escolas e faculdades com o intuito de levar informações a cerca do autocuidado da saúdo menta, além disso, é de grande importância que o governo federal crie centros especializados no tratamento de jovens  que sofrem com depressão - considerado o mal do século-para que, enfim, recebam o tratamento adequado.