Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 11/12/2020
No documentário “O Dilema das Redes”, é discutido sobre as transformações socioculturais e comportamentais patrocinadas pelos sistemas digitais. Em determinado momento da trama, uma personagem tem seu bem-estar psicológico lesado ao receber comentários negativos em uma foto compartilhada nas mídias virtuais. Infelizmente, percebe-se que um cenário semelhante ocorre na contemporaneidade, uma vez que a exposição fomentada pelas redes comunicativas têm provocado danos à vitalidade psíquica dos indivíduos. Com efeito, deve-se debater sobre a saúde mental, bem como a importância do autocuidado.
Em princípio, é mister reconhecer os infortúnios proporcionados pelas mídias digitais aos indivíduos na atualidade. Dessa forma, de acordo com um estudo feito pela Instituição de Saúde Pública do Reino Unido, cerca de 70% dos jovens revelaram que as redes sociais já contribuíram para prejuízos quanto ao seu bem-estar psicológico. Nesse sentido, aponta-se que as imagens artificiais difundidas nesses ambientes colaboram na construção de uma realidade, aparentemente, perfeita, isto é, um espaço onde apenas momentos agradáveis são compartilhados. Em conseguinte, a comparação dessas simulações com a vida usual gera infelicidade e sentimentos de inferioridade, visto que o cotidiano carrega acontecimentos bons e desagradáveis, ou seja, mostra-se como “imperfeito”.
Consequentemente, o fenômeno das mídias digitais fomenta lesões quanto ao vigor mental da população, dado que patrocina emoções prejudiciais à manutenção do bem-estar psíquico. Nesse seguimento, é necessário o desenvolvimento de uma cultura que estimule a vitalidade dos indivíduos. Assim, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o termo “autocuidado” contempla uma atitude ativa e responsável de cada pessoa em relação à própria saúde, por meio de hábitos como alimentação balanceada, exercícios físicos e a preservação da capacidade cognitiva. Dessa maneira, infere-se tais atos beneficiam a sociedade no que diz respeito à qualidade de vida de cada sujeito. Ora, é preciso promover hábitos de autopreservação para satisfação do corpo social.
Infere-se, portanto, que a saúde mental da população é danificada quanto ao uso das redes sociais, como também uma cultura de autocuidado traz diversos benefícios aos indivíduos. Para a mitigação dessa problemática, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério de Comunicações (MCTIC), deve incentivar comportamentos que promovam o bem-estar psicológico, por meio da criação de documentários, visando auxiliar a sociedade quanto às faculdades cognitivas. Além disso, tais mídias serão difundidas nas redes sociais e terão orientações de terapeutas e profissionais da área. Como resultado, espera-se que tais medidas influam na vitalidade psíquica das pessoas.