Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 09/10/2020
A partir da Revolução Industrial, houveram avanços na medicina que permitiu a elaboração de exames mais complexos para identificar precocemente doenças, tratar e garantir o bem-estar do indivíduo. Entretanto, a ausência do autocuidado por parte do cidadão e negligência do Estado com a saúde do brasileiro tem acarretado problemas. Com isso, é fundamental discutir as causas, consequências e a solução de tal problemática na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, destaca-se o abalo psicológico em pessoas diante a um cenário de crise, por consequência, deixam de praticar atividades físicas, planejarem-se e organizarem uma rotina saudável de vida. Acerca disso, pode-se mencionar a Crise de 1929, onde inúmeras pessoas passaram por grandes dificuldades em virtude da desvalorização da moeda, causando assim, impossibilidade de se obter alimentos em alguns casos e suicídios. Desse modo, o autocuidado com a saúde mental é imprescindível, de maneira a manter uma boa qualidade física e intelectual.
Ademais, carece na sociedade eventos relacionados a hábitos esportivos, exames de rotina e acompanhamento psicológico. Nessa lógica, o artigo 196 na Constituição Federal afirma que a saúde é direito de todos cidadãos e dever do Estado, por intermédio de políticas sociais e econômicas, que alvejem de forma não só universal como também igualitária, reduzir riscos à doenças, proteger e recuperar. Assim, poderá a população viver dignamente e contribuir para o avanço do Brasil.
Urgem, portanto, ações acerca da problemática contemporânea ligada a sociedade. Para tanto, o Ministério da Saúde, no exercício de seu papel social, deve elaborar campanhas mensais de estímulo a prática de exercícios físicos, exames de rotina e apoio psicológico, por meio dos postos de saúde com profissionais capacitados, a fim de reduzir doenças cardiovasculares e transtornos mentais. Por fim, os direitos assegurados na Constituição estariam efetivados e o bem-estar social coletivo.