Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 15/10/2020

A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, precisamente em seu artigo 196, descreve a saúde como direito de todos e dever do Estado. Todavia, nos dias atuais, nota-se uma série de fatores que conduzem ao adoecimento da saúde mental da população, notadamente, a negligência com o bem-estar pessoal acarreta danos irreparáveis a saúde física e psicológica do individuo. Ademais a busca pelo zelo pessoal melhora significativamente a qualidade de vida do cidadão. Dessa forma, são necessárias medidas socioculturais econômicas que visem amenizar tal problemática.

Em primeira análise, o desgaste da saúde psíquica dos indivíduos é causado principalmente pelo modo de vida corriqueira vidente. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade vive em uma cultura do imediatismo, ou seja, as pessoas tendem a sofrer pressão para apresentar resultados o mais rapidamente possível levando-as a não pensarem nas consequências futuras, como a exemplo da depressão, ansiedade e do stress. Além disso, a busca pelo bem-estar é negligenciado por causa do esteriótipo de “louco” é imposta às pessoas quem buscam por atendimentos médicos na área da mente, provocando a desvalorização do autocuidado. Logo, convém mudanças graduais na forma de pensar da atual sociedade brasileira.

Em segunda análise, o saúde mental do individuo esta em equilíbrio perante uma agradável terapia mental. De acordo com a psicóloga e Coach de Saúde e Bem-Estar Sharon Feder, a terapia tem ferramentas e recursos para lidar com as dificuldades da vida. Nesse pensamento, a importância do equilíbrio mental é de fundamental importância para vencer as dificuldades da vida, além de melhorar a qualidade de vida e equilíbrio emocional. Logo, o autocuidado deve ser exercido por cada cidadão de forma contínua como forma de prevenção a futuros problemas psicológicos provocados pela sua negligência.

Urge, portanto, a necessidade da busca para resolver esse impasse. Como maneira basal, o Governo Federal, precisamente o Ministério da Saúde em parceria com as mídias televisíveis e também com as redes sociais, devem promover campanhas publicitarias de cunho educativo com o intuito incentivar a cultura do autocuidado com a saúde mental, buscando a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Ademais as escolas públicas e privadas devem promover aulas dinamizadas com a finalidade de ensinar os alunos, principalmente na fase da adolescência, a importância de amar-se a si próprio sempre. Logo, a busca pela qualidade da saúde do povo brasileiro estará sendo amparada pela Constituição Federal Brasileira.