Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 24/10/2020
O Necessário Como Desnecessário
No filme “O Mínimo Para Viver”, é contada a história de Ellen, uma garota que sofre de anorexia, resultado de diversos motivos, dentre eles estão a ausência de um pai, baixa autoestima, problemas familiares, entre outros. Na trama, conhece o médico William, que traz um tratamento pouco convencional e torna-se a esperança da protagonista. Assim, percebe-se que estar em um tratamento profissional foi um ato de cuidado com si própria e que, definitivamente, é muito importante.
Nesse contexto, é possível analisar que o autocuidado está diretamente relacionado com cuidar da saúde mental. Na correria cotidiana, as pessoas focam muito em suas carreiras, afazeres domésticos, responsabilidades e, por não conseguirem desacelerar, não percebem que o autocuidado está faltando em suas rotinas, como por exemplo, buscar terapia para tratar possíveis questões sobre os sentimentos e emoções.
Entretanto, o autocuidado, além da saúde mental, também está presente nas coisas mais simples que causam prazer ao indivíduo, como por exemplo assistir um filme, descansar, ouvir música, cuidar da aparência: todas as coisas que a pessoa gosta de fazer é um tipo de autocuidado. Novamente, por a sociedade estar tão emergida em seus hábitos diários corriqueiros, a população acha que parar para fazer algo que se sente bem seria como um relaxamento, uma irresponsabilidade.
Esse pensamento está enraizado na consciência da coletividade, uma vez que a cultura do autocuidado foi considerada, em gerações passadas, como algo dispensável. Hoje em dia, muitos indivíduos veem o autocuidado como “frescura” e até “egoísmo”.
Portanto, fica claro que é deveras importante cuidar de si, visto que é uma atividade essencial à vida e que deve ser inserido cada vez mais na vida da nação. Para isso, é necessário falar sobre terapia e autocuidado nos grandes veículos de mídia, como incentivo paras as pessoas que ainda consideram o necessário como desnecessário.