Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 08/12/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para muitas pessoas que sofrem com as doenças mentais. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a sociedade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a falta de apoio no período escolar e a influência midiática acabam contribuindo com a situação atual.
Em primeira análise, é fundamental pontuar que a falta de autocuidado e saúde mental derivam da carência de apoio recebido nas escolas. De acordo com a OMS- Organização Mundial de Saúde-, um a cada seis jovens com idade entre 10 e 19 anos, sofrem com doenças mentais. Partindo desses dados, é possível perceber como as pessoas em idade escolar sofrem de transtornos psicológicos e não recebem nenhum tratamento, o acabam causando mau desempenho escolar, uso de drogas, álcool e agressividade. Nesse sentido, faz-se vital a reformulação da postura escolar em não proporcionar apoio psicológico para seus alunos.
Ademais, é imperativo ressaltar que o aumento do número de casos de doenças mentais derivam da grande influência midiática. Uma vez que muitos filmes e séries retratam vidas e corpos perfeitos, como exemplo, é possível notar no filme “Meninas Malvadas” que a líder do grupo tem um padrão de beleza que é seguido por todos que querem ser populares, e quem não segue sofre bullying. Dessa maneira, é possível perceber como padrões de beleza influenciados pela mídia são capazes de causar tantos transtornos mentais devido a padronização do corpo perfeito. Desse modo, é necessário que a mídia mostre corpos reais como sinônimos de felicidade.
Portanto, é mister a adoção de medidas que possam contribuir para a melhora da saúde mental dos brasileiros. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, órgãos públicos responsáveis pelo sistema de saúde e o sistema educacional brasileiro, respectivamente, criar campanhas de apoio emocional nas escolas, por meio da contratação de psicólogos para cada rede de ensino, que farão palestras mensalmente e atenderá de forma individual cada aluno para poder contribuir com sua saúde mental, a fim de que esses jovens se tornem adultos mais autoconfiantes e felizes com seu corpo e mente. Com essa ação, os brasileiros poderão viver bem de acordo com a ótica platônica.