Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 26/10/2020
No livro “Holocausto Brasileiro” é retratado a história do sanatório de Barbacena, e como os indivíduos que eram acolhidos no local foram alvos de desrespeito aos direitos humanos mais básicos. Não apenas pessoas com algum tipo de sofrimento mental, mas também, qualquer que tivesse comportamentos considerados desviantes. Atualmente, a questão da saúde mental e da importância do auto cuidado ainda se encontram com vestígios do passado, seja pelo legado histórico, seja pelo descaso midiático.
Sob esse viés, pode-se apontar o legado histórico enraizado socialmente com um dos fatores que corroboram para essa problemática. Tendo em vista que não só transtornos psicológicos, mas principalmente, o desleixo com a própria imagem podem causar problemas irreversíveis na saúde do indivíduo. Pois, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se que não há saúde física, quando não há psicológica.
Além disso, outro forte ponto que se destaca é o descaso midiático. Pois a mídia social, ao em vez de promover debates que elevem o nível de conhecimento populacional, fecha seus “olhos” desencadeando uma piora nos casos doenças, como anorexia, fadada pela exposição de padrões nas redes sociais. Essas exposições abundantes causam muitas vezes pressões psicológicas por corpos e rostos ideais, muitas vezes inalcançáveis.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra é necessário que profissionais da área da saúde, com o apoio da mídia social, desenvolvam campanhas explicativas e de apoio por meio de vídeos e até da criação de “hashtags”, com o intuito de alertar a população que a saúde vai além do físico, a atenção precisa estar presente internamente, para que se possa assim, se gerar uma sociedade menos escrava do trabalho e doentes psicologicamente, e com mais amor próprio.