Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 23/10/2020

No século XVIII, o poeta alemão Johann Goethe, em seu livro “Os sofrimentos do jovem Werther", retrata uma profunda paixão de um jovem pela sua amada inalcançável, que frustrado tira sua própria vida. Diante disso, hodiernamente, inúmeros motivos levam os indivíduos a serem acometidos com doenças mentais, às vezes, tendo como fim trágico o suicídio, sendo crucial o desenvolvimento de meios para lidar com isso e como a cultura do autocuidado vai influenciar nisso. Nessa vertente, as relações sociais modernas e, até mesmo, os estereótipos em relação as doenças contribuem para essas condições.

Em primazia, os vínculos sociais são fragilizados pela forma como os meios de comunicação influenciam nos comportamentos humanos. À guisa de Bauman, filosofo polonês, os relacionamentos humanos tendem a ser menos frequentes e com duração reduzida. Nesse sentido, a conjuntura social coloca o indivíduo em momentos de perturbação, porque eles ficam constantemente na busca da aceitação social e isso provoca alterações nos seus aspectos sentimentais, uma vez que ocorre a criação de imagens falsas de si para se adequar a sociedade e esquecem do seu bem estar. Dessa feita, pregar o autocuidado, além de modificar a liquidez das relações é indispensável para manter a mente saudável.

Outrossim, a forma como a sociedade enxerga os transtornos psicológicos, desperta o medo do doente de procurar ajuda. Desse modo, a Síndrome de Burnout consiste em um transtorno associado ao constante estresse do cotidiano, principalmente no trabalho, e de acordo com uma pesquisa realizada pela “Internation Stress Management Association”, 30% dos trabalhadores sofrem com ela. Sob esse viés, a visão sobre saúde mental – por muitos – é ignorada e quando alguém que serve como exemplo de mentalmente saudável é atingido por esse mal não é aceito, por exemplo médicos e

Com base nisso, faz-se necessário a implementação de medidas que venham a mitigar as doenças mentais e aumentar a promoção do autocuidado. Dessa forma, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, deve promover um “Programa Nacional de Saúde Mental” em todos os meios sociais possíveis, para ofertar rodas de conversas sobre o assunto, pode usar ainda as ficções engajadas para mostrar a importância das relações humanas, a fim de aumentado a sensibilidade social. Deve ainda implementar, de forma obrigatória, nas instituições de trabalho e educacionais ajuda psicológica para atender os profissionais e discutir os sintomas das dessas doenças. Em suma, com essas medidas, o sofrimento mental pode ser amenizado e casos como o do jovem Werther retornem para o mundo ficcional.