Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 28/10/2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1946, definiu saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade. No entanto, a sociedade brasileira vive em uma crise de autocuidado, causada pela falta de informação qualificada e pelo alto custo de profissionais da área psicológica . Posto os malefícios dessa crise, como a depressão e diversas outras doenças mentais, é de extrema urgência uma intervenção estatal para reverter esse quadro.

Primeiramente, é válido analisar como a falta de informações afeta o hábito do autocuidado. Dado isso, um relatório feito pela Sanofi mostrou que 87% dos entrevistados concordam que os consumidores devem praticar autocuidado para condições de saúde não consideradas graves. Porém, 59% deles acreditam ser insuficiente o nível de informação oferecida para o público leigo no País. Ou seja, o brasileiro, conhecedor da importância do autocuidado, não tem as informações necessárias para pratica-lo. Logo, é importante que o Estado, constitucionalmente responsável pela saúde, tome uma ação a fim de resolver essa carência de conhecimento.

Em segundo lugar, é de extrema importância ressaltar que o apoio psicológico, mediado por profissionais capacitados da área, ainda é inacessível pela maior parte da população. Infelizmente boa parte da população não tem condições econômicas de ser acompanhada por um profissional da Psicologia, mas com certeza, todos precisam, visto que o interessante seria mesmo um trabalho preventivo, além do autoconhecimento para uma vida mais satisfatória e feliz e não apenas quando o problema já foi deflagrado. Para tanto, é cabível uma ação do Estado para reduzir os custos desse apoio.

Portanto, dado que o autocuidado na sociedade brasileira é impedido pela falta de informações e pela inacessibilidade de profissionais capacitados, cabe ao Estado, juntamente com o Ministério da Saúde, fornecer as informações necessárias, tal como os mecanismos para organizar uma rotina saudável, em meios como a Televisão e a Internet, a fim de fazer do autocuidado um hábito constante do brasileiro. Ademais, é também dever dos mesmos agentes, a redução do custo de profissionais capacitados da área psicológica, especialmente para aqueles que recebem menos de dois salários mínimos, por meio de verbas destinadas a saúde, a fim de disponibilizar apoio profissional aos brasileiros que necessitam desse serviço. Só assim, será possível conscientizar efetivamente o brasileiro sobre o autocuidado, e faze-lo ter uma rotina saudável mentalmente e fisicamente.