Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/10/2020
Lançado na década de 2010, o livro “Por Lugares Incríveis”, apesar de seu caráter jocoso, retrata o cotidiano de dois adolescentes que enfrentam transtornos psicológicos, a exemplo da ansiedade e da depressão. No decorrer da obra, a autora enfatiza os efeitos dessas doenças em suas vidas e, assim, reflete acerca da relevância do autocuidado na preservação da saúde mental. Sob essa perspectiva, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas na última década, o número de pessoas com depressão aumentou em quase um quinto em todo o mundo. Por isso, é importante analisar que, no Brasil, essa realidade se faz presente em seu corpo social em razão da carência de assistência fornecida à população somada à falta de informação a ela concedida.
Em primeiro lugar, ressalta-se a escassez de auxílio governamental à população. Nesse contexto, não há, na legislação brasileira, leis que exijam acompanhamento psicológico de jovens e crianças nas escolas. Dessa maneira, a insuficiência de assistência por parte do Estado dada a esses indivíduos contribui para a alta taxa de doenças como depressão e ansiedade, uma vez que os cidadãos dessa faixa etária são mais propensos a desenvolvê-las. Como prova disso, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, o suicídio é a terceira causa de morte entre os jovens no século XXI. À vista disso, verifica-se a necessidade de intervenções legislativas para reverter esse cenário.
Além disso, salienta-se o papel da informação nessa conjuntura. Nesse sentido, sem a educação, conforme afirmou Paulo Freire, não é possível fazer mudanças efetivas no mundo. Dessa forma, a falta de conhecimento adquirido pelo povo quanto aos riscos causados por essas doenças também é um entrave para a preservação de sua saúde mental, visto que, sem a devida instrução, os indivíduos deixam de procurar assistência profissional. Como consequência disso, consoante a OMS, a maioria das pessoas que sofrem de transtornos psíquicos não buscam tratamento. Isso posto, explicita-se a importância de medidas educativas na sociedade.
Em suma, a carência de ajuda estatal e falta de instrução dada ao povo colaboram para a alta taxa de transtornos mentais. Logo, cabe ao Poder Legislativo, principal mediador entre o povo e a legislação, por meio da sanção de leis rígidas, exigir o acompanhamento dos jovens com psicólogos nas escolas, a fim de reduzir o índice dessas doenças entre esses indivíduos. Ademais, o Ministério da Saúde deve, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como a internet e as redes sociais, promover anúncios que instruam a população acerca da importância codo autocuidado, com o fito de incentivá-la a consultar profissionais como psicólogos e psiquiatras. Com essas ações, espera-se conscientizar a população brasileira sobre a importância do autocuidado e, assim, conservar sua sanidade mental.