Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 30/10/2020

Sabe-se que o homem está vivenciando a Quarta Revolução Industrial e toda a evolução do meio técnico-científico-informacional. Entretanto, a interação social - atrelada aos aspectos sociais relacionados à saúde mental - e à autopreservação, estão se tornando grandezas inversamente proporcionais, visto que, com a globalização, o convívio social está associado à tecnologia, o que representa um problema. Dessa forma, cabe ao momento estudar como a imaterialidade das relações sociais e a negligência quanto ao fenótipo pessoal intensificam o problema.

Nesse sentido, para o sociólogo Émile Durkheim, através da solidariedade orgânica, o ser humano possui tendências pelo individualismo, tornando inconcretas as relações sociais. Além disso, caso o mesmo se una aos efeitos da tecnologia - por meio das redes sociais, como o Facebook - evidencia-se uma etapa de instabilidade pessoal. Em outras palavras, problemas como a depressão e ansiedade andarão, tenuamente, com uma má qualidade desses relacionamentos, uma vez que o convívio social, de forma presencial, é imprescindível para a obtenção, em primazia, de uma troca satisfatória dos contatos essenciais, que irão gerar conhecimento, mantendo uma saúde mental positiva e elevada.

Ademais, segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, representante da Modernidade Líquida, a fugacidade das coisas, pelo meio computadorizado, intensifica a má qualidade das reflexões internas do ser humano. Nesse contexto, principalmente para os jovens, hodiernamente, existe um negacionismo quanto a uma vida saudável e adepta à exercícios físicos, já que diante do contexto global, obter uma aparência física agradável - que por sua vez implicará na autoestima - é menos relevante do que se alimentar mal e estar conectado ao meio tecnológico. Outrossim, essa prática está associada à estabilidade, ao passo que além de cuidar do físico do homem, é, segundo o site Scielo, comprovadamente, um aliado na luta contra essas patologias que afrontam o ser humano.

Portanto, a fim de enraizar a importância de uma vida saudável, evitando hábitos intensificadores da problemática, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação, juntamente com suas secretarias midiáticas - reconhecidas como as maiores instâncias administrativas no que tange à disseminação de informações à jovens - realizem, por meio dos canais abertos televisivos, bem como das escolas e faculdades públicas, propagandas em horários nobres, e palestras nas instituições de ensino, um apelo informativo sobre uma reeducação interior e exterior em suas vidas. Para que, principalmente adolescentes estejam cientes da realidade alternativa e positiva de uma vida saudável com a prática de exercícios físicos. Feito isso, para Durkheim, uma sociedade menos orgânica e mais mecânica - unida nessa causa- será reconhecida.