Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/11/2020
A obra literária “O Alienista”, do escritor Machado de Assis, narra a história do Dr. Simão Bacamartes, um psiquiatra que abriu uma clínica para estudar a loucura e doenças da mente. Com isso, Simão começa a internar várias pessoas da cidade, no começo pessoas com desvios, mas depois pessoas sãs e por fim, ele percebe que o desvio estava nele e acaba se internando. De maneira análoga à obra, a saúde mental contemporânea ainda é negligenciada e a cultura do autocuidado é desprezada. Isso se deve, majoritariamente, pela cobrança excessiva por produtividade, tanto do próprio indivíduo quanto da sociedade e o pelo negligenciamento da família e escola. Sob esse viés, é lícito postular a cobrança excessiva como impulsionadora desse revés. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Nessa perspectiva, muitas pessoas realizam uma autocobrança exacerbada, visto que prezam pela produtividade e rendimento. No entanto, acabam se esquecendo da importância do autocuidado e sacrificam sua saúde. Logo, um déficit na cultura do autocuidado é gerado e a dificuldade de lidar com as frustrações resulta em doenças mentais como depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Portanto, medidas são imprescindíveis para mitigar o impasse. Dessa forma, compete à Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto das plataformas virtuais de acesso, promover a disseminação do autocuidado aos cidadãos, através de palestras online e disponibilização de páginas virtuais, com profissionais aptos para um acompanhamento psicológico e físico de qualidade. Com o fito de que a sociedade tenha senso de preservação consigo mesma.