Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 07/11/2020
Na obra “Utopia” de Thomas More, é a retratada a sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a realidade é o oposto do que o autor retrata, uma vez que existe a questão da saúde mental e a importância da cultura do autocuidado. Nesse contexto, a vida acelerada e a necessidade viver de aparências, impactam diretamente no funcionamento pleno da sociedade.
Em primeiro plano, destaca-se a rotina sempre incessante. Assim como, aconteceu na 1° Revolução Industrial em que os trabalhadores viviam dentro das fábricas em média 14 horas diárias, sem direito a descanso e lazer, acontece atualmente. Com essa necessidade estar sempre em movimento, fazendo algo que gere lucro, as pessoas estão negligenciando a saúde física e mental em prol um status de “produtivo”.
Além disso, existe a ideia de que viver de aparência é o ideal para ter uma vida perfeita. Em outras palavras, ter o hábito de praticar “skincare” diariamente, andar com roupas de grife e exagerar no consumo de bebidas alcoólicas nos finais de semana, acreditando que todo o estresse e problemas acumulados do cotidiano irão sumir. Isto é retratado na série “13 reasons why”, em que os adolescentes populares do colégio que estão sempre sorrindo, são os mesmos que possuem ansiedade, depressão e medos obscuros.
Portanto, fica evidente que existem entraves quando se trata de saúde mental e importância do autocuidado. Por isso, é necessário que os veículos midiáticos, em especial a parcela de pessoas que trabalha como “digital influencer”, junto com profissionais da área de psicologia e educação física façam palestras e mostrem que além de produtos caros para pele, o autocuidado está nos pequenos detalhes do dia a dia. Com isso, a Utopia de More será alcançada pela coletividade.