Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 08/11/2020

Animação infantil “Divertida Mente” relata, em primeiro plano, a relação entre as emoções dentro da mente da garota Riley, o filme personifica a alegria, a tristeza, o medo, e mostra que, em equilíbrio, todos os sentimentos são importantes. Fora da ficção, o desequilíbrio ou ausência de emoções são problemas reais para muitos jovens e adulto, o número é tão grande que rendeu à depressão e à ansiedade o título de “Doença do Século”. Desse modo, é necessário entender a importância da saúde mental a fim de desenvolver meios para viabilizar a cultura do autocuidado para todos.

Em primeiro lugar, é preciso observar a questão de maneira pragmática. Na escola literária Romantismo, os artistas da vanguarda tratavam em suas obras a exaltação do amor e romantizavam a dor e a morte. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o reflexo disso foi a normatização do sofrimento, que, atrelado à modernidade líquida e o individualismo de Bauman, resultou no aumento de doenças mentais em jovens e a baixa procura por ajuda pois a sociedade não encarar saúde mental com a devida seriedade. Com isso, favorece o aumento no número de suicídios na faixa etária dos 10 aos 19 anos.

Ademais, após entender a importância da saúde mental é necessário viabiliza-la à todos. Segundo o filósofo Michael Foucault, A função do estado é maximizar o bem-estar da população. Sob tal ótica, evidencia-se que, se o amparo governamental, na prática, não for suficiente, a cultura do autocuidado é inviável. No Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), muitas são as precariedades, sendo elas, quadro de funcionários insuficiente, burocratização do acesso, além do elevado custo de medicamentos psiquiátricos que não são distribuídos pelo Governo, e torna o tratamento impossível para população pobre, elitizando a cultura do autocuidado e o acesso à saúde mental de qualidade.

Logo, observa-se que, a fim de restabelecer o equilíbrio entre os sentimentos daqueles adultos e jovens afetados, medidas são necessárias. Para tanto, cabe ao Governo, na figura do Ministério da Educação, a inclusão na matriz curricular das escolas públicas e privadas, a matéria de educação sócioemocional para que os alunos aprendam a gerenciar suas emoções e tornarem-se adultos equilibrados. Outrossim, o Estado deve ainda promover incentivos fiscais à empresas que fornecem terapia aos funcionários, com intuito de diminuir a demanda dos CAPS e favorecer a saúde mental da população. E, por fim, A mídia, por meio do seus veículos de comunicação, deve fornecer dicas de autocuidado na TV e rádio para que a população desenvolva hábitos como pratica atividade física, bons hábitos de higiene, e, desse modo, a saúde mental e o autocuidado tornaram-se possíveis.