Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 09/11/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da saúde mental e da cultura do autocuidado. Dessa forma, observa-se que o tema reflete um cenário desafiador, seja em virtude da priorização de interesses financeiros, seja pela falta de debate.
Em primeira análise, a priorização dos interesses financeiros mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, fica evidente toda uma cultura em prol da saúde financeira e , consequentemente, o desdém da saúde mental, com prognósticos de ansiedade, depressão e burnout.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate. Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Por conseguinte, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para esse fim, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros a todo custo. Tais campanhas devem abordar o aspecto do autocuidado e da saúde mental para uma boa qualidade de vida como um todo. Assim, a população se conscientizará sobre tais aspectos que promovem uma boa saúde mental, que é uma consequência da cultura do autocuidado.