Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 09/11/2020
O Psicológico em Segundo Plano
O filme americano “Cisne Negro” conta a história de uma mulher que, pouco a pouco, abandona o cuidado com sua sanidade em prol de um objetivo profissional. Esse enredo, infelizmente, não se limita à ficção. Pelo contrário, torna-se cada vez mais comum em uma sociedade que preza mais pelo “sucesso”, seja ele profissional ou acadêmico, do que pela saúde mental do indivíduo.
Na conjuntura educacional atual, o período desde os primeiros anos de estudo até os últimos, crítico para o desenvolvimento de doenças mentais, é visto pela sociedade como uma mera preparação para o mercado de trabalho. Esse, quando se torna uma realidade, é acompanhado pelo ideal de eficiência, mesmo que em detrimento da saúde.
Assim, não é atoa que, segundo anúncio da OMS, a maioria dos transtornos mentais que afetam os jovens não é diagnosticada nem tratada: o ensino da importância do autocuidado não encontra espaço durante a formação. Resultado similar é visto após ela, dada a subestimação da depressão e outros problemas, em especial nos homens, que leva a uma péssima qualidade de vida para os afetados.
A normalização da ideia de que os problemas psicológicos e suas prevenções não são tão relevantes deve, portanto, ser combatida. Com essa finalidade, a criação de disciplinas nos centros de ensino que promovam a reflexão interna e o autocuidado, e o uso da mídia como ferramenta de conscientização, terão como consequência uma população mais saudável e prevenida desses males.