Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 12/11/2020

Entende-se como saúde mental um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional e não só a ausência de doenças mentais. Devido o cotidiano estressante, a violência e as cobranças pessoais e sociais, há uma facilidade em desenvolver um desequilíbrio emocional que pode acarretar o surgimento de transtornos e doenças mentais. Com isso, é importante que práticas de autocuidado sejam desenvolvidas, para que o indivíduo esteja atento às própria necessidades e busque hábitos que visem o próprio bem-estar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 86% dos brasileiros sofrem com alguma doença mental, como a ansiedade e a depressão. Isso se dá graças a uma obrigação importa pela sociedade, que força o indivíduo a ser perfeito, rápido, produtivo, comunicativo, coeso e amigável, a fim de se encaixar às expectativas profissionais e sociais. Além das obrigações rotineiras, há também uma grande carga de informações trazidas pelas mídias sociais, o que impede que uma pessoa, em seu momento de descanso, consiga tranquilizar sua mente e controlar o fluxo de pensamentos. Por isso, métodos como o autocuidado devem fazer parte do cotidiano da população pois, sem esses meios, os índices de desequilíbrio podem aumentar a cada ano.

Novamente, estar atento a si e suas necessidades e buscar desenvolvê-las, sempre com autonomia e de forma séria, é um meio de criar o bem-estar pessoal e, também, o autocuidado. Conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 84% das pessoas entrevistadas buscam ter uma rotina de autocuidado, mas apenas um terço deles conseguem por em prática esses hábitos. Assim sendo, vê-se que se cuidar vai além de idas ao médico, alimentação saudável e exercícios físicos, por exemplo. Essa ação envolve, sobretudo, a preservação de si mesmo como sujeito, sanar as faltas de seu corpo e mente, desde que se façam vital. Sem a prática responsável, há a mudança de algo benéfico, em cobrança pessoal, logo, a orientação de um profissional é de grande valia.

Em suma, é dever do Estado e dos órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Ministério da Saúde, deve ampliar o número de profissionais especializados em saúde mental no Sistema Unico de Saúde (SUS), para que ajudem aqueles que podem desenvolver uma doença mental, como também, auxiliar quem já possui alguma, visando apoia-los a retomarem o seu equilíbrio. Soma-se a isso, a montagem de equipes multidisciplinares, a fim de assistir no desenvolvimento saudável do autocuidado. A mídia, deve, por sua vez, buscar mostrar a realidade aos seus usuários, de maneira responsável, evitando o exagero cometido por muitos. Destarte, o autocuidado ajudará, cada vez mais, a saúde mental.