Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/11/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê saúde e bem-estar para todos. A realidade, entretanto, é diferente do que garante a Carta Magna em relação ao precário tratamento psicológico dado à população. Nesse sentido, é possível afirmar que a saúde mental dos brasileiros está piorando. Isso se evidencia pelo insuficiente serviço público e pela pandemia de COVID-19.
Em primeiro lugar, a quantidade de psicólogos nos hospitais públicos é pequena. De acordo com dados do SUS (Sistema Único de Saúde), a maior parte das unidades básicas de atendimento não possuem profissionais na área da saúde mental. Sob esse aspecto, é visível o descaso e o despreparo do sistema estatal de combate as enfermidades mentais. É, pois, inadmissível um país, com alta arrecadação de impostos anuais, não oferecer serviços públicos de qualidade para frear o aumento de transtornos psicológicos.
Além disso, com a pandemia de coronavírus os casos de doenças mentais aumentaram. Ao encontro disso, segundo o portal de notícias G1, após o início da quarentena no Brasil os relatos de estresse e ansiedade cresceram em todo o país, o que revela como situações inesperadas afetam a qualidade e bem-estar da população. Desse modo, é inegável que a pandemia contribuiu com o crescimento de doenças psicológicas.
Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse social. O governo, portanto, deve garantir os direitos instituídos pela Constituição de 1988. Isso acontecerá por meio de maiores investimentos na saúde pública, com o auxílio da contratação de psicólogos e psiquiatras para todas as unidades básicas de atendimento. Espera-se, com isso, que todos os hospitais não privados possam oferecer serviços de qualidade e que as pessoas que sofreram durante a pandemia tenham tratamento adequado.