Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/11/2020
Pressão: inimiga da saúde mental
Atualmente, com a pandemia do novo coronavírus,“Covid-19”, o mundo enfrenta grandes problemas, tanto econômicos quanto psicológicos e todos esses são formados por conta do “isolamento social”. Essa medida foi a mais eficaz até o momento, para conter o novo vírus que possui uma facilidade incrível de propagação, e consiste em resguardar-se dentro de suas casas e sair apenas em casos de necessidades, para ir ao mercado ou trabalhar presencialmente. Esse fator, com o tempo foi gerando casos de depressão inicial, já que as pessoas perderam contato com o lazer ao ar livre ou o com as pessoas que costumavam conviver. Entre este motivo e outros, é de suma importância que o problema da depressão seja erradicado e as pessoas cuidem de sua saúde mental.
Primeiramente, a depressão e os problemas psicológicos estão ligados diretamente aos adolescentes brasileiros, isto porque é uma fase da vida que exige muitas escolhas que acarretarão ao futuro e uma delas é o vestibular. No Brasil é feito um processo seletivo através de provas que avaliam sua capacidade de memorização e este é o responsável por escolher os melhores para ingressarem, na maioria das vezes, em universidades renomadas e públicas. Entretanto não são todos os alunos que prezam por uma vaga ou são aprovados de primeira, gerando grandes decepções.
Em consequência disso, aqueles que não passaram na prova se sentem pressionados antes por nervosismo e insuficiência e depois pelo dobro desses sentimentos, causando problemas mais graves e podendo desenvolver, até mesmo, um distúrbio. Portanto, após esses acontecimentos, buscam empregos e ocupações, mas são, novamente, pressionados por não conseguirem vagas com tanta facilidade e rapidez. Visto que o Brasil está com um número altíssimo de desempregados, cerca de 14,4 %, segundo o IBGE, e esses novos empregos que surgem exigem grandes capacitações ou experiências que são duas coisas que adolescentes de apenas 17 anos não possuem.
Torna-se evidente, portanto, que esse entrave social precisa de imediata intervenção, e para isso, o primeiro método seria a mudança radical do processo seletivo para a entrada nas universidades, fazendo com que os doutores universitários se encarreguem de preparar um conjunto de provas de diferentes modalidades e matérias, promovam entrevistas para conhecerem os candidatos e avaliarem todo um conjunto e não apenas suas técnicas de memorização. Além disso, seria de suma importância a criação de novos programas do governo para a inserção de adolescentes no mercado de trabalho, para que uma primeira experiência seja fornecida. Desse modo, muitos adolescentes acreditariam em sua capacidade e manteriam sua saúde mental em alta, cuidando em primeiro lugar, do próprio eu.