Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/11/2020

Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os cidadãos brasileiros, inclusive o direito ao autocuidado. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que à saúde mental e a importância do autocuidado configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o problema possui raízes amargas no país, devido não só à negligência governamental, mas também à falta de capacitação de profissionais ligados à saúde mental.

Deve-se destacar, de início, a falta de investimento do poder público como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Jean-Jacques Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o autocuidado e à saúde mental dos cidadãos. No entanto, nota-se, no Brasil, que à saúde mental e a importância do autocuidado rompe com as ideias do filósofo iluminista, uma vez que poucos recursos são destinados pelo Estado à ampliação de leis governamentais que incentivem a cultura do autocuidado. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o problema de autocuidado e saúde mental aconteça, violando o que é exigido constitucionalmente.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela falta de capacitação de profissionais ligados à saúde mental. No decorrer da formação do Estado brasileiro, o autocuidado e à saúde mental se fez presente durante parte significativa do processo. De acordo com o G1, cerca de 82% dos profissionais ligados à saúde mental não possuem capacitação adequada para ajudar os pacientes e consequentemente os desafios da saúde mental e do autocuidado vem aumentando de forma alarmante nos últimos anos, isso aliado ao descaso com a população que sofre com a autoestima. Sob a perspectiva do líder pacifista Mahatma Gandhi, temos de nos tornar a mudança que queremos ver, portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que assim, o fim dos desafios da saúde mental e do autocuidado deixe de ser uma utopia.

Torna-se evidente, portanto, que à saúde mental e o autocuidado precisa ganhar forças. Sendo assim, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela organização e prevenção à saúde, deve implementar leis que garantam o autocuidado e à saúde mental dos cidadãos. Isso aconteceria por meio de uma equipe, em detalhe, um grupo de pessoas focadas em realizar vistorias diárias na sociedade e principalmente em clínicas psicológicas, com a finalidade de se cumprir a lei e aumentar o autocuidado entre os cidadãos brasileiros.