Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 19/11/2020

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade vive uma espécie de “modernidade fluida” onde os indivíduos desfrutam de mais liberdade, mas a felicidade e a satisfação não são garantidas. Semelhante a essa ideia, o estilo de vida temporário afeta a falta de saúde mental, que é o principal problema da população brasileira. Nesse sentido, fica claro que esse problema é causado pelo uso excessivo de tecnologia e padrões de beleza.

Nada obstante, é importante enfatizar que o próprio uso excessivo da tecnologia constitui um impasse nos problemas psicológicos. Vale salientar, de que o uso massivo da eletrônica começou na Guerra Fria, que foi um período de tensão geopolítica entre a União Soviética e os Estados Unidos, quando a tecnologia iniciou um avanço exponencial. Da mesma forma, este aumento também afetou a saúde mental de uma grande parcela populacional, causando algumas complicações, como depressão, ansiedade, transtornos de personalidade, entre outros.

Além disto, outro fator a se avultar é o modelo imposto à sociedade, que também agrava este problema. Segundo pesquisa realizada pela Dove em 2004, mostra que apenas 4% das mulheres no mundo se acham bonitas, enquanto o restante se mostraram insatisfeitas com seus corpos por não atenderem a este padrão errôneo e inalcançável. Ademais, de acordo com a OMS, cerca de 300 milhões de pessoas se encontram dentro de um quadro depressivo, e um grande causador dessa doença é a baixa autoestima, esta que, em quadro avançado, pode levar ao suicido.

Assim sendo, com base nos argumentos anteriores, é imprescindível que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação desenvolvam em conjunto projetos que visem amenizar os problemas acima mencionados. Sob essa asserção, é indeclinável a realização de campanhas nas escolas de todo o país, objetivando solucionar os problemas inerentes à saúde mental da população, sob a orientação de médicos e psicólogos especializados, e com a participação de membros da familia, cabe, também a realização de palestras que visem esclarecer as causas e consequências desses transtornos mentais, mostrar medidas preventivas e orientar a busca por unidades básicas de saúde quando os cidadãos apresentarem sintomas de determinadas doenças. Em suma, tais ações  farão com que a estrutura social se beneficie do indispensável direito humano à saúde previsto na Constituição.