Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 19/11/2020
No livro “A linguagem das emoções” de Paul Ekman, vemos diversos experimentos acerca das emoções humanas, demonstrando que podemos controlá-las nas mais diversas situações do cotidiano, porém, que boa parte das pessoas não tem consciência de seus gatilhos emocionais, podendo acabar gerando situações indesejáveis, como transtornos e crises emocionais, por exemplo. Deste modo, é válido destacar que o autoconhecimento acerca da saúde física e mental é fundamental para um desenvolvimento saudável durante a juventude e útil para toda uma vida, tornando imprescindível a busca desse patrimônio público para todo brasileiro.
O surgimento dos hospitais psiquiátricos no Brasil no final do século XIX é uma evidência histórica de que não se é recente a necessidade de tratamento especializado na área psiquiátrica, com uma demanda muito alta por parte dos indíviduos, de modo que, observando nos dias atuais, evolui-se muito no quesito de técnicas e métodos. Porém, da mesma maneira os distúrbios mentais vêm evoluindo e agravando-se nos pacientes, aumentando o número de vítimas e aumentando as faixas etárias afetadas pelos mais diferentes males, tornando a questão mais abrangente e complexa.
Outrossim, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas voltadas ao desenvolvimento pessoal dos cidadãos, de modo que a maioria dos adolescentes e dos jovens com doença mental acaba não recebendo nenhum tipo de assistência ou tratamento, e, tendo em vista que aproximadamente 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão, sendo a maior taxa (5,8% da população brasileira) da américa latina, e a quinta maior do mundo, torna-se necessário uma atenção redobrada em relação à saúde mental da população brasileira, de modo que os jovens sejam instruídos a cuidarem de seus corpos e mentes adequadamente, já que essas doenças podem começar na adolescência e perdurar até o fim de suas vidas.
Portanto, faz-se necessário o foco governamental para uma distribuição verídica dos recursos que são providenciados à área da saúde, ocorrendo um melhor investimento destes bens, onde deve-se agir o Ministério da Saúde. Dessa forma, pode-se concluir que uma boa saúde mental e o autocuidado deve fazer parte do cotidiano do povo brasileiro, sendo primordial tão quanto é a disposição física, instruindo-se a população por meio de palestras educaionais acerca da importância de uma boa disposição psiquíca e emocional, tanto de si próprio quanto a alheia, tornando-os menos propensos a distúrbios e mais preparados para os mais diferentes contextos.